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Menino morto pelo pai por não dar “bom dia” teve coração deslocado

Menino morto pelo pai por não dar "bom dia" teve coração deslocado

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O menino, de 3 anos, que morreu após ser espancado pelo pai em Viamão (RS), teve afundamento do crânio e o coração deslocado devido à brutalidade das agressões, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS). O caso ocorreu no domingo (5/7), após o pai surrar a criança por ela não lhe dizer “bom dia”.

O pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, confessou o crime e está preso preventivamente desde domingo (5/7), quando o crime aconteceu. A mãe do menino também encontra-se detida.

Menino espancado

  • Em depoimento à Polícia Civil, o pai da criança afirmou que a motivação para as agressões foi o filho não ter lhe dado “bom dia”.
  • De acordo com a corporação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, onde a família mora.
  • O próprio agressor levou o menino ao hospital de Viamão no domingo (5/7). Ao constatar as múltiplas lesões, a equipe médica acionou
  • o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O norte-americano foi preso em flagrante no hospital.
  • Devido à gravidade dos ferimentos, o menino foi transferido para Porto Alegre. Já no dia seguinte, na segunda-feira (6/7), durante audiência de custódia, a Justiça converteu o flagrante do pai em prisão preventiva.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Luana Medeiros, as agressões contra Oliver Goldes Grayson foram brutais ao ponto de deixar o crânio afundado e coração deslocado, após diversos socos no tórax.

“Essa informação de que o crânio do menino foi afundado veio do depoimento de uma das médicas que atendeu o menino. A médica nos explicou que o coração do menino chegou a mudar de lugar de tão forte que foi o espancamento, e que o fêmur dele foi completamente fraturado”, afirmou a delegada ao Metrópoles.

Ainda segundo a delegada, a médica disse e à polícia que as lesões não são compatíveis com “apenas” três socos e uma batida na cabeça, agressões que haviam sido admitidas pelo pai.

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