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A defesa de Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, médico residente que efetuou um disparo de arma de fogo dentro de um hospital em Umuarama (164 quilômetros de Maringá) protocolou um pedido solicitando que ele seja colocado em prisão domiciliar.
O argumento central da defesa baseia-se na saúde mental de Gabriel, alegando que ele sofre de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) Tipo I e necessita de tratamento especializado que não pode ser oferecido no sistema prisional.
De acordo com os documentos anexados ao pedido, o médico teria iniciado acompanhamento psiquiátrico em maio de 2024, período em que recebeu o diagnóstico do transtorno. A defesa apresentou trechos do prontuário médico.
Em uma das consultas, o residente teria relatado episódios em que acreditava que seu local de trabalho seria invadido e que ele seria alvo de disparos. O documento aponta que o médico faz uso de estabilizadores de humor e antipsicóticos para o controle dos sintomas.
A defesa sustenta que o ato foi um reflexo direto do transtorno mental e que ele deve ser colocado em prisão domiciliar para receber o tratamento médico adequado.
A defesa afirma que o histórico de vida do residente “destoa totalmente” de uma pessoa perigosa, argumentando que o episódio foi um surto isolado decorrente do transtorno.
O pedido alerta que o ambiente do cárcere, somado à interrupção do tratamento, coloca o médico em risco. Além disso, a defesa afirma que não há indícios de que, em prisão domiciliar, o residente possa interferir nas investigações ou coagir testemunhas.
Ainda no pedido, a defesa pede que, caso não seja possível colocar Gabriel em prisão domiciliar, ele seja alvo de internação compulsória.
Relembre o caso
Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, realizou um disparo de arma de fogo dentro do Hospital Cemil, em Umuarama na tarde desta quarta-feira (15).
Segundo informações, ele está no primeiro ano de residência em Ortopedia e atirou contra o médico que é professor dele. Porém, o tiro acabou acertando de raspão uma paciente na região da cabeça.
Segundo a Polícia Civil de Umuarama, ele foi preso em flagrante pelos crimes de homicídio simples tentado e roubo com resultado morte tentado.
Por meio de nota, o Conselho Regional de Medicina (CRM) afirmou que “irá instaurar processo de sindicância para apurar as circunstâncias” do ocorrido. O profissional será afastado da residência até que o caso seja resolvido.






