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Médico que atirou em hospital na região e atingiu paciente tem liberdade negada e seguirá preso após audiência de custódia

Médico que atirou em hospital na região e atingiu paciente tem liberdade negada e seguirá preso após audiência de custódia

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Foto: Reprodução

O médico residente Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, preso após efetuar disparos dentro do Hospital Cemil, em Umuarama, cerca de 160 quilômetros, teve o pedido de liberdade negado pela Justiça durante audiência de custódia realizada no fim da tarde desta quinta-feira, 16.

A defesa solicitou que o investigado respondesse ao processo em liberdade, mas a juíza responsável pelo caso decidiu pela manutenção da prisão preventiva. Com isso, o médico seguirá detido enquanto as investigações avançam.

O caso é tratado pelo Ministério Público como grave. A promotoria classifica a situação como tentativa de homicídio qualificado, pelo fato de o alvo ser um médico e o disparo ter atingido uma paciente, além de tentativa de latrocínio, já que, durante a fuga, o suspeito teria atirado contra o chão para roubar um veículo.

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Médico que atirou dentro de hospital em Umuarama tem liberdade negada em audiência de custódia e seguirá preso; caso é investigado como tentativa de homicídio e latrocínio. Foto: Reprodução | Redes sociais

Agora, a Polícia Civil segue apurando a motivação dos disparos. Entre as hipóteses investigadas estão a possibilidade de premeditação ou um eventual surto no momento da ação.

Relembre o caso

O episódio aconteceu na tarde de quarta-feira, 15, dentro do Hospital Cemil. Segundo a Polícia Militar, o alvo do residente seria um médico preceptor, mas o tiro acabou atingindo de raspão a cabeça de uma paciente de 58 anos que estava em atendimento.

Após o disparo, o médico fugiu, causando pânico entre pacientes e funcionários. Durante a fuga, ele rendeu um motorista, efetuou um disparo e roubou um carro. O suspeito foi preso em flagrante pouco tempo depois. Com ele, a polícia apreendeu um revólver calibre .32 com munições. O armamento não possuía registro, e o médico não tinha porte de arma.

Em depoimento, o residente afirmou à Polícia Civil que possui transtorno bipolar e faz uso de medicamentos para depressão. O Hospital Cemil informou que ele foi afastado e deve ser desligado do programa de residência médica. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também instaurou sindicância para apurar a conduta do profissional.

O Portal GMC Online tenta contato com a defesa do acusado para comentar a decisão da Justiça.

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