
A Polícia Civil de Maringá investiga uma nova versão apresentada pela principal suspeita do homicídio de Alexsander Guimarães Ribeiro da Silva, ocorrido no último fim de semana. Nesta segunda-feira, 9, a mulher, de 35 anos, compareceu à Delegacia de Homicídios e prestou um novo depoimento, no qual negou ser a autora do crime.
De acordo com o delegado Diego Almeida, responsável pelas investigações, a suspeita afirmou que não matou a vítima e que a autoria seria de seu ex-namorado, de 25 anos, que atualmente está internado em estado grave no Hospital Universitário de Maringá após ter sido brutalmente espancado.
Segundo essa nova versão, o crime teria ocorrido durante uma briga entre usuários de entorpecentes. A mulher relatou que não foi vítima de agressão, como havia informado inicialmente, e que o ex-namorado teria se envolvido em uma luta corporal com a vítima e, durante o confronto, desferido golpes de faca que resultaram na morte de Alexsander.


Ainda conforme o delegado, a suspeita disse que mentiu no primeiro depoimento por estar sob efeito de álcool e drogas, alegando que não estava em plenas condições mentais no momento em que prestou as declarações à polícia.
“O que nós apuramos até o momento é que ela se manifestou com interesse de prestar um novo interrogatório e apresentou essa nova versão dos fatos, que agora será devidamente apurada”, explicou Diego Almeida.
O delegado informou ainda que a mulher permanece presa e que, inicialmente, foi autuada por tentativa de homicídio. Com a morte da vítima, a tipificação do crime deverá ser alterada, podendo chegar a homicídio ou, dependendo do avanço das investigações, lesão corporal seguida de morte.
A Polícia Civil já iniciou diligências para ouvir outras pessoas envolvidas no caso e pretende tomar o depoimento do homem internado assim que o estado de saúde dele permitir. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do crime e definir a responsabilidade de cada envolvido.





