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Terminal Urbano de Maringá receberá murais do projeto ‘O Céu é o Limite’

Maringá Post

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O Terminal Urbano de Maringá vai receber novas cores com os murais do projeto ‘O Céu é o Limite’, criados pelo artista visual e grafiteiro Frank Paris. As obras vão homenagear atletas e pessoas de destaque da cidade, com trajetórias ligadas ao esporte, à inclusão, à superação e ao protagonismo das pessoas com deficiência. O projeto é promovido pela Prefeitura de Maringá, por meio das secretarias de Cultura (Semuc), da Pessoa com Deficiência (Seped) e de Mobilidade Urbana (Urbana). A pintura será realizada na terça-feira, 16, às 9h, com início dos preparativos na segunda-feira, 15, às 9h, com o planejamento e a preparação dos murais.

O secretário de Cultura, Tiago Valenciano, ressalta que com a ação o Terminal Urbano passa a contar com uma intervenção artística permanente. “Os murais vão aproximar a população da arte urbana e transformar o espaço de circulação em local de memória, reconhecimento e valorização de histórias maringaenses”, pontua.

Entre os homenageados estão as gêmeas Beatriz Carneiro e Débora Carneiro, atletas da natação que representam o esporte como caminho de desenvolvimento, disciplina e inclusão; Ademir Cruz de Almeida, atleta do futebol de amputados desde 1989; além de Marcelo Amaral, que atua no handebol e no basquete em cadeira de rodas, modalidades que fortalecem a visibilidade do paradesporto.

Também serão retratadas Giane Rodrigues, cadeirante, palestrante e escritora sobre agilidade emocional, com atuação voltada à autoestima, ao autoconhecimento e à superação de barreiras; e Sarah Bueno, cadeirante, biomédica esteta, neuropsicoterapeuta e modelo PCD, que representa a presença da pessoa com deficiência em diferentes espaços profissionais, sociais e culturais.

Os murais do projeto ‘O Céu é o Limite’ também vão homenagear os irmãos Henri e Pietro Carraro Vido, estudantes e vereadores mirins de Maringá. Henri, que tem paralisia cerebral, atua como 2º vice-presidente da Câmara Mirim e defende os direitos das pessoas com deficiência. Pietro apresentou propostas voltadas à acessibilidade, como vagas exclusivas para cadeirantes. Ainda será homenageada Nadiely de Angeli, professora de Libras, surda bilateral profunda e oralizada.

O secretário da Pessoa com Deficiência, Marcos Aurélio da Silva, salienta que as homenagens valorizam trajetórias reais. “As artes foram criadas para unir a linguagem vibrante do grafite ao protagonismo dos homenageados, que aproximam a população de exemplos de talento, coragem, inclusão e participação cidadã”, afirma.

O artista visual, grafiteiro, ilustrador e designer gráfico, Frank Paris, comenta que as composições terão fundos coloridos, com elementos gráficos relacionados às áreas de atuação de cada homenageado. A linguagem visual será mais direta, com cores fortes e leitura acessível. Já os retratos serão feitos em preto e branco, com contraste e realismo.

“Além de destacar cada homenageado, essa escolha cria contraste com o fundo colorido e direciona o olhar do público para os personagens. Esse contraste faz com que a composição deixe de ser apenas uma ilustração colorida e ganhe aspecto de homenagem, memória e importância histórica. Ao separar os retratos em preto e branco e deixar as cores para o universo gráfico do mural, o projeto ganha foco, leitura visual e sofisticação”, explica.

Para o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, o Terminal Urbano tem potencial para aproximar a população de mensagens de inclusão e respeito. “Ao reunir essas histórias em um local de grande circulação, tornamos o ambiente mais acolhedor, humano e representativo para todos que passam por ali diariamente”, comenta.

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