Mais de 73 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante de órgão no Brasil. Desse total, 38.925 estão na fila por um rim, o equivalente a 53% dos pacientes que esperam por um transplante no país.
Os dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e ganham destaque durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos.
No Paraná, são 4.421 pessoas à espera de um transplante. A fila inclui 2.093 pacientes que aguardam por um rim, número que representa 48% dos casos no estado.
Em Maringá, o Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá (HUM-UEM) realiza, ao longo de setembro, ações voltadas à informação sobre doação de órgãos. A programação inclui atividades com profissionais de saúde, estudantes, professores e comunidade.
Decisão precisa ser comunicada à família
A doação de órgãos após a morte depende da autorização da família. Por isso, uma das principais orientações é que a pessoa manifeste ainda em vida o desejo de ser doadora aos familiares.
A doação pode beneficiar diferentes pacientes, já que órgãos e tecidos podem ser destinados a transplantes conforme as condições clínicas e os critérios médicos.
No caso da doação de rins, pacientes com doença renal podem permanecer em tratamento por hemodiálise enquanto aguardam um órgão, mas parte deles precisa do transplante para melhorar as condições de saúde e a qualidade de vida.
Ações em setembro
As atividades do Setembro Verde no HUM-UEM começaram nesta terça-feira (1º) e seguem durante o mês. Entre os temas abordados estão o processo de doação, dúvidas frequentes e informações sobre a atuação das equipes responsáveis pela captação de órgãos.
A programação também prevê atividades de conscientização nos dias 29 e 30 de setembro.




