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Quem era o empresário do agronegócio encontrado morto com mãos amarradas no Paraná

Quem era o empresário do agronegócio encontrado morto com mãos amarradas no Paraná

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O alarme sobre o seu paradeiro foi dado por familiares na quinta-feira, 15 – Foto: Reprodução/Redes Sociais

O empresário do ramo do agronegócio que foi localizado sem vida dentro da própria residência nesta sexta-feira (16) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, foi identificado como Angelo Vinicius Carneiro Gomes, de 55 anos. Bastante conhecido na região pelo arrendamento de terras voltadas à produção rural de terceiros, o agropecuarista morava sozinho.

O alarme sobre o seu paradeiro foi dado por familiares na quinta-feira (15) após ele parar de responder às mensagens. Uma empresa privada de segurança responsável pelo monitoramento do imóvel esteve no endereço e encontrou a casa totalmente revirada, o que elevou a suspeita de um ato criminoso.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil avançaram rapidamente quando os agentes passaram a rastrear os passos dos suspeitos e localizaram o automóvel e o cartão de crédito da vítima sendo utilizados em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Em uma ação coordenada, três jovens foram detidos sob a suspeita de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Conforme detalhou a equipe policial, foi um dos próprios detidos que acabou revelando o local exato onde o corpo de Angelo estava escondido no imóvel paranaense.

Embora a identidade dos detidos permaneça sob sigilo, o delegado Guilherme Fontana informou que um dos rapazes mantinha laços de amizade com a vítima. As apurações apontam que o crime teria acontecido durante a madrugada de quarta, 14, para quinta-feira, 15. Câmeras de monitoramento também registraram o momento em que os investigados utilizaram o cartão bancário do produtor rural para efetuar diversas compras comerciais.

Ao detalhar o depoimento de um dos envolvidos, a autoridade policial destacou a contradição entre a versão apresentada e a cena encontrada pelos peritos. “Um dos suspeitos, apontado como principal articulador do crime, confessou a participação e apresentou uma versão segundo a qual teria entrado em luta corporal com a vítima após uma discussão, ocasião em que teria provocado sua asfixia.

Entretanto, as circunstâncias em que o corpo foi encontrado, com as mãos amarradas, enrolado em um tapete e apresentando sinais de violência, são incompatíveis com uma simples situação de confronto espontâneo e reforçam a necessidade de aprofundamento das investigações quanto à dinâmica e à motivação do crime”, explica o delegado.

Com informações do TNOnline.