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Policial aposentado acusado de feminicídio contra a ex-mulher é julgado pelo Tribunal do Júri em Marialva

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Sargento aposentado confessou matar ex-mulher a facadas em Marialva | Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri da Comarca de Marialva julga nesta quinta-feira, 27, o sargento aposentado Haroldo Augusto da Cruz, acusado de matar a ex-companheira Viviane Aparecida Castro Furlan. O caso teve grande repercussão por ter sido o primeiro feminicídio registrado no Paraná em 2024.

Segundo a investigação, o crime ocorreu na madrugada de 2 de janeiro de 2024, quando o acusado teria ido até a casa da vítima e desferido ao menos 13 golpes de faca. De acordo com o processo, Haroldo não aceitava o fim do relacionamento de aproximadamente 14 anos. Viviane já possuía medidas protetivas de urgência em razão de um histórico de violência doméstica.

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O Tribunal de Justiça do Paraná manteve a decisão que levou o caso a júri popular. O réu responde pelas qualificadoras de feminicídio, motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão sobre a responsabilidade criminal cabe aos sete jurados que compõem o Tribunal do Júri.

A família de Viviane é representada pelo advogado Jackson William Bahls, que atuará como assistente de acusação ao lado do Ministério Público. O julgamento acontece no Fórum da Comarca de Marialva.

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Haroldo Augusto da Cruz matou a ex-mulher Viviane Aparecida Castro Furlan | Fotos: Reprodução

Sargento confessou o crime

O crime aconteceu no dia 2 de janeiro e foi cometido na frente da filha do casal, uma garota de 12 anos. Viviane Aparecida Castro Furlan, de 38 anos, teve a casa invadida durante a madrugada e foi morta a golpes de faca. A menina disse que o pai também tentou matá-la, mas ela conseguiu escapar e sair da residência. Ela já havia prestado depoimento à polícia.

O militar fugiu após o assassinato. Ele teve a prisão decretada pela justiça no mesmo dia, mas só foi encontrado uma semana depois, na cidade Formosa do Oeste, a 220 km de Marialva. Na ocasião, ele tentou tirar a própria vida se esfaqueando diante dos policiais. Ele ficou internado, se recuperou dos ferimentos e recebeu alta.

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Em seguida, prestou depoimento à Polícia Civil e confessou o crime, sendo indiciado por homicídio com quatro qualificadoras e causas de aumento de pena.

O policial aposentado tentou se justificar. Ele alegou que o relacionamento com a vítima ainda não havia acabado e, por isso, ele estava sendo traído. Com relação ao ataque contra a filha, Haroldo negou que tentou matar a menina. Disse que a puxou pelo braço e pelo cabelo porque a garota entrou na frente da mãe para protegê-la na hora do crime. “Nós não acreditamos nisso no que ele tentou justificar, porque está bem claro pra gente que eles já estavam separados. E essa é uma conduta comum dessas pessoas que praticam esse tipo de crime. Eles procuram na conduta da vítima justificar as atrocidades que ele cometem,” disse o delegado Aldair Silva Oliveira ao GMC Online, em entrevista à época.

O sargento aposentado foi preso e encaminhado a um presídio militar em Curitiba. Apesar de ser militar da reserva, o julgamento dele ocorrer em trâmites civis.

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