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A Polícia Civil de Maringá cumpriu, na segunda-feira (19), um mandado de prisão preventiva contra um ex-funcionário de uma agência de viagens da cidade que é suspeito de aplicar um golpe na antiga empresa, que pode ter ultrapassado os R$ 100 mil.
De acordo com a Polícia, o dono da agência procurou a delegacia após suspeitar da ação, ao notar que pacotes de viagens vendidos pelo ex-colaborador não eram lançados no sistema da empresa. A suspeita só surgiu após clientes procurarem a agência alegando não terem recebidos os comprovantes de pagamentos e as reservas das viagens.
As transações teriam ocorrido no segundo semestre de 2025. Conforme a investigação, o suspeito, de fato, efetivava as vendas, mas não fazia os lançamentos. Aos clientes, o acusado indicava que o pagamento fosse feito em uma conta de pessoa jurídica que as pessoas pensavam ser da empresa, mas na verdade era do próprio funcionário. Ao menos 14 clientes vítimas do golpe foram identificados e já ouvidos como testemunhas. O valor do prejuízo foi estimado pela própria empresa.
Em entrevista ao Maringá Post nesta quarta-feira (21), o delegado de Estelionatos de Maringá, Fernando Garbelini, afirmou que o suspeito confessou o crime durante o interrogatório. O acusado afirmou que tem a intenção de devolver o dinheiro, mas admitiu já ter gasto toda a quantia. A prisão preventiva foi solicitada à Jusitça pelo temor de que o acusado seguisse aplicando o golpe.
“Antes de ontem, a gente cumpriu o mandato de prisão preventiva, que foi pedido aqui pela Delegacia, porque existia o risco dele continuar praticando esse crime, tendo em vista que ele tinha acesso à agenda dos clientes, e nem todos os clientes sabiam que ele tinha sido mandado embora. Então ele foi preso, está nesse momento preso e foi interrogado. Para mim ele confirmou que praticava esse tipo de crime, disse que enxergou na situação uma forma de ganha dinheiro. Quando foi mandado embora, ele informou para o empregador dele que ele tinha interesse em pagar, mas não soube dizer de onde vai sair esse dinheiro. Segundo ele, quase a totalidade do dinheiro já foi gasto”, disse o delegado.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do ex-funcionário da agência.





