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Pleno emprego em Maringá: O que significa para empresas

Pleno emprego em Maringá força empresas a disputar trabalhadores

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Bárbara Valle alerta que profissionais buscam insatisfações e sugere que empresários não esperem pedidos de demissão para valorizar equipes.

MARINGÁ – O mercado de trabalho na microrregião de Maringá vive um cenário de pleno emprego. O índice de desemprego quase inexistente inverteu a lógica tradicional de recrutamento. A avaliação é da psicóloga Bárbara Valle, especialista em gestão de pessoas e fundadora da Gênesis Consultoria. Em entrevista ao portal Maringá Post na Expoingá 2026, ela afirmou que as empresas precisam disputar os profissionais que já estão trabalhando.

“O desemprego é quase inexistente na região. O empregador não tem mais uma fila de currículos à disposição. Hoje, os bons profissionais não estão desempregados, eles estão insatisfeitos em seus postos atuais”, explicou Valle.

Diante dessa realidade, ela aponta que as organizações devem investir em employer branding (marca empregadora) para atrair talentos. Isso exige desenhar propostas de valor claras, focadas em clima organizacional, planos de carreira e desenvolvimento humano.

Responsabilidade compartilhada

A especialista, que acumula 26 anos de experiência na área e atuou como executiva sênior em multinacionais, ressaltou que a retenção de funcionários não é uma tarefa exclusiva do departamento de Recursos Humanos.

Valle apontou que o abandono precoce de vagas ocorre frequentemente por falhas das lideranças diretas. Ela criticou a falta de acolhimento nos primeiros 30 dias de integração (onboarding) e a ausência de feedbacks estruturados por parte dos gestores como os principais vetores de rotatividade de pessoal (turnover).

Mudanças legais e Geração Z

O empresariado local também precisa monitorar as mudanças nas legislações trabalhistas, como os debates nacionais acerca da extinção da escala de trabalho 6×1. Para a psicóloga, essas transformações exigirão adequações rápidas nos processos e políticas internas para evitar passivos e processos judiciais.

A postura rápida diante de insatisfações também baliza a convivência com a Geração Z. Valle explicou que esses jovens profissionais exigem progressões mais dinâmicas. Enquanto gerações anteriores aceitavam esperar anos por uma promoção, os novos trabalhadores demandam perspectivas claras de crescimento em ciclos de doze meses.

A dica prática deixada pela consultora para mitigar perdas de talentos é a proatividade no reconhecimento financeiro e profissional. “O principal erro das empresas é esperar o colaborador sinalizar que está saindo para fazer uma contraproposta. O empresário deve agir antes para que o funcionário se sinta verdadeiramente valorizado”, concluiu.

 

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