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A Prefeitura de Maringá deverá efetivar, nos próximos meses, a instalação de 3,5 mil ‘armadilhas’ contra o mosquito Aedes aegypti. A novidade foi apresentada na manhã desta quarta (4), durante a apresentação do Levantamento de Índice Rápido (Lira) de 2026.
O município investiu R$ 3 milhões na aquisição de uma tecnologia desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e no treinamento de 180 agentes para a manutenção dos equipamentos. Os chamados EDLs são armadilhas compostas por um recipiente plástico com água e larvicida em pó, que atrai a fêmea do mosquito. Ao entrar em contato com o produto, ela o dissemina para outros criadouros, eliminando as larvas do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) serão os primeiros a receberem as armadilhas.
O índice médio geral de infestação da dengue em Maringá foi de 1,8%, classificado como risco médio pelo Ministério de Saúde. Os dados mostram que mais de 80% dos focos do mosquito transmissor da dengue foram identificados no interior das residência.
Em janeiro de 2026, Maringá registrou 444 casos notificados de dengue, com oito confirmações e nenhum óbito. No mesmo período de 2025, foram 482 notificações, 58 casos confirmados e um óbito. O comparativo anual mostra uma redução significativa da doença no município: enquanto em 2024 foram confirmados 22.500 casos, em 2025 o número caiu para 4.420, representando uma diminuição de 80,3%.
O levantamento indica que os depósitos móveis, como pratinhos de plantas e reservatórios de água de refrigeradores, são os principais criadouros do Aedes aegypti, representando 50,6% dos focos encontrados. O lixo descartado de forma inadequada aparece em seguida, com 24,1%, especialmente tampas de garrafas PET, copos descartáveis e embalagens em geral. Na sequência, estão os depósitos de água ao nível do solo (12,9%), pneus (8,2%), piscinas, calhas e ralos (1,8%), plantas (1,2%) e caixas-d’água para consumo humano (1,2%).





