Evento, realizado em Porto Alegre (RS), reuniu 53 portais de notícias dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Nesta segunda-feira (08), o editor-chefe do Maringá Post, jornalista Cláudio Galleti, participou do “Google News Summit – Diálogos Regionais”. O evento, realizado no Espaço Caldeira, localizado em Porto Alegre, reuniu 53 portais de notícias dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Imersão
O encontro foi dividido em duas etapas. Pela manhã, um ciclo de palestras sobre a jornada do usuário multiconectado, soluções do Google para notícias, otimização de receita com publicidade, e como extrair o máximo do potencial oferecido pela Inteligência Artificial (IA).
À tarde, os participantes colocaram a mão na massa, durante um laboratório, onde puderam entrar em contato e praticar algumas ferramentas disponíveis de IA. Entre elas, o Gemini e o NotebookLM.
“O News Summit foi uma imersão de um dia. Uma experiência valiosa. De muito aprendizado, troca de informações e ampliação da rede de contatos”, destaca o editor-chefe do Maringá Post.
Inédito
Galleti ressalta que participar do evento foi um privilégio. Os participantes foram convidados pelo Google. Para garantir a vaga, passaram por um processo de seleção.
“Tivemos que responder um questionário e justificar porque deveríamos estar entre o seleto grupo dos ‘escolhidos’”, comenta.
O jornalista acrescenta que foi o primeiro “Diálogos Regionais” promovido pelo Google, no Brasil.
“Foi uma iniciativa inédita. O Maringá Post estar presente na edição piloto, aumenta o significado e atesta a credibilidade do portal junto aos leitores e ao mercado da indústria de notícias”, afirma.
Humanização
Entre os temas, que orbitaram no ciclo de palestras, a mudança de comportamento do consumidor e os reflexos do uso da IA na rotina dos leitores sobressaíram. Os participantes puderam entrar em contato com uma pesquisa realizada pela Reuters que identificou detalhes importantes para a sobrevivência dos portais de notícias.
Um deles foi que a maioria deseja ler textos escritos por humanos. A IA deve ser uma ferramenta complementar. Destinada a buscar dados, levantar informações, a subsidiar o trabalho do jornalista.
“Os leitores querem jornalismo de rua. De histórias bem contadas. Humanizadas. Conectadas e contextualizadas com a realidade deles”, frisa Galleti.






