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A Prefeitura de Maringá gasta, por ano, uma média de R$ 6,90 por visitante para manter a manutenção do Parque do Ingá, unidade de conservação que poderá passar por um processo de concessão das áreas de lazer para a iniciativa privada. O dado é do próprio Instituto Ambiental de Maringá (IAM), autarquia do município responsável por projetos de Meio Ambiente.
De acordo com um estudo realizado pelo IAM, o Parque recebe, anualmente, cerca de 400 mil visitantes. Já o custo mensal de manutenção das estruturas é de R$ 230 mil, totalizando pouco mais de R$ 2,7 milhões. Não foram citados dados de quanto cada visitante gasta em atrações dentro do espaço.
Conforme anunciado pelo prefeito Silvio Barros (PP) em entrevista recente ao Maringá Post, há a expectativa de que o edital de concessão da atração seja lançado já na semana que vem, em solenidade que deverá contar com a presença de representantes do Governo do Paraná.
Em entrevista ao Maringá Post nesta sexta-feira (9), o diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá, José Roberto Behrend, explicou que a concessão deverá contemplar apenas as atividades de lazer, com toda a parte de preservação da flora seguindo sob responsabilidade do Poder Público. Ele discorda do termo “privatização” para o novo modelo de negócio.
“Há uma informação muito equivocada de falar a palavra “privatização”, não há, em momento algum, a intenção de privatizar, o que a gente busca é garantir uma melhor experiência para esses 400 mil usuários que passam por lá anualmente, a gente espera que, de fato, a gente possa aumentar essa quantidade e para que eles tenham, de fato, uma experiência de excelência dentro daquela unidade de conservação. O que estamos fazendo é a concessão do que chamamos de serviços de visitação, então, é comércio, então, nós já temos lá, por exemplo, loja de souvenir, mas a gente sabe que pode explorar com mais itens e em um período maior. Temos uma lanchonete, que pode funcionar em um período maior e podemos também ter mais lanchonetes. Temos ali uma área de parquinho, podemos explorar com mais atrações para crianças, uma sorveteria. A gente tem ali a locomotiva, por que não a gente ter um café, um restaurante ali do lado da locomotiva? Então, os serviços que serão objetos da concessão são serviços de lazer, de comércio, que dão suporte aí a essa experiência, atrelado a um programa de educação ambiental”, disse o gestor.





