
O homem apontado como autor do feminicídio da filha da atual namorada e da tentativa de homicídio contra a ex-mulher, em São Manoel do Paraná, no norte do Paraná, usava tornozeleira eletrônica e teria rompido o equipamento três dias antes dos crimes. A informação foi confirmada pelo delegado Wagner Quintão, em entrevista à CBN Maringá.
De acordo com o delegado, Daniel Luiz Ferrari, de 25 anos, estava sendo monitorado por determinação judicial, com acompanhamento do Departamento Penitenciário da Polícia Penal. No dia 9 de fevereiro, houve registro de perda de sinal do equipamento, o que pode indicar desligamento, falha ou rompimento da tornozeleira.
O dispositivo foi encontrado cortado no dia 12 de fevereiro, data em que os crimes ocorreram. De acordo com o delegado, policiais militares localizaram o equipamento rompido dentro do quarto do autor, na residência onde os fatos foram registrados.


Para a investigação, os indícios apontam que o intervalo entre a desativação do sinal e o dia dos crimes pode indicar premeditação. “Todos os fatos e a dinâmica indicam que, nesse período, ele pode ter planejado a ação”, afirmou Quintão.
Apesar da morte do autor, a Polícia Civil informou que o inquérito seguirá para apurar as circunstâncias do caso. O objetivo, segundo o delegado, é verificar se houve falhas no sistema de monitoramento eletrônico ou na rede de acompanhamento da família.
Quintão explicou que, quando há rompimento ou irregularidade na tornozeleira eletrônica, o sistema de monitoramento da Polícia Penal é automaticamente alertado por meio do GPS. No entanto, ele defendeu uma reavaliação dos protocolos de acompanhamento em casos considerados mais graves, especialmente quando há descumprimento das medidas impostas pela Justiça.





