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Foragido preso em Apucarana causou acidente que matou pai e bebê na Av. Brasil

Foragido preso em Apucarana causou acidente que matou pai e bebê na Av. Brasil

O homem preso nesta quinta-feira (26) no Núcleo Habitacional Osmar Guaraci Freire foi condenado a 29 anos de prisão

Uma operação integrada entre a Polícia Militar e o setor de inteligência resultou, nesta quinta-feira (26), na prisão de um homem de 33 anos que estava foragido por causar um acidente fatal em 2020. O suspeito, condenado a 29 anos de prisão, foi localizado em uma residência no Núcleo Habitacional Osmar Guaraci Freire, em Apucarana. Ao perceber a chegada das equipes, ele tentou escapar pulando muros e subindo nos telhados de casas vizinhas, mas acabou detido após o cerco policial.

O detido possui um histórico de fugas e era alvo de três mandados de prisão em aberto. De acordo com a PM, ele já havia escapado de abordagens anteriores nas cidades de Ângulo, onde abandonou o veículo com a esposa grávida e crianças após um novo acidente, e em Arapongas. Desta vez, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Apucarana sob escolta reforçada para evitar novas tentativas de evasão.

A condenação do homem refere-se a um caso de grande repercussão ocorrido em 26 de abril de 2020, na BR-369. Na ocasião, o acusado dirigia uma BMW que invadiu a pista contrária e atingiu um VW Gol onde viajava uma família. O impacto causou a morte imediata de uma menina de um ano e, posteriormente, a morte do pai, de 31 anos, no hospital. A mãe e um recém-nascido de apenas 18 dias também ficaram gravemente feridos na colisão.

Na época do crime, o motorista fugiu do local sem prestar socorro e, em depoimento posterior, negou que estivesse na direção do veículo, apesar de admitir ter consumido bebidas alcoólicas em uma festa horas antes. A versão foi contestada por uma passageira da própria BMW e pelas investigações da Polícia Civil, que confirmaram a alta velocidade e a embriaguez.

Para a Polícia Militar, a captura encerra um ciclo de buscas e oferece uma resposta à justiça. O cabo Tom Pacheco reiterou que, embora a prisão não repare a perda das vítimas, representa o cumprimento da lei para um crime que chocou a região. O homem permanece agora à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento de sua pena.

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