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Especialista alerta sobre cuidados ao declarar o Imposto de Renda

Especialista alerta sobre cuidados ao declarar o Imposto de Renda

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O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda (IR) começa nesta segunda-feira (23), e erros no processo de declaração podem levar contribuintes à malha fina, atrasar a restituição ou até reduzir valores a receber da Receita Federal. A orientação dos especialistas é que o contribuinte organize os documentos e preencha as informações com atenção para evitar inconsistências.

Dados da Receita Federal mostram que, em 2024, cerca de 1,474 milhão de declarações ficaram retidas em malha fiscal por divergências ou omissões de informações. Segundo a diretora do Sindicato dos Contabilistas de Maringá (Sincontábil) e profissional com mais de 20 anos de atuação na área contábil, Elisangela Aparecida Leopoldino, muitos desses problemas poderiam ser evitados com mais organização e cuidado no momento da declaração.

Entre os erros mais comuns está a omissão de rendimentos, quando o contribuinte deixa de informar todas as fontes de renda. Um exemplo frequente ocorre quando a pessoa declara apenas o salário e esquece de informar ganhos com aluguel.

“Se o contribuinte tem dois tipos de renda, como salário e aluguel, e declara apenas o salário, mas quem paga o aluguel informa esse pagamento à Receita Federal, o cruzamento de dados identifica a divergência e a declaração pode cair na malha fiscal”, explica.

Outro erro recorrente envolve despesas médicas declaradas com valores diferentes dos registrados pelos profissionais de saúde. Nesses casos, a Receita Federal pode exigir a comprovação por meio de recibos ou notas fiscais.

“Quando o contribuinte lança uma despesa médica com valor acima do que realmente foi pago, a Receita pode solicitar documentos que comprovem aquele gasto. Se houver divergência, a declaração também pode ficar retida”, afirma a especialista.

A falta de organização financeira ao longo do ano também costuma gerar dificuldades na hora de declarar. Sem documentos guardados ou registros atualizados, o contribuinte pode precisar correr atrás de segundas vias ou acabar cometendo erros.

Segundo Elisangela, manter recibos, informes de rendimento e comprovantes de despesas organizados facilita o processo e reduz as chances de inconsistências.

“O contribuinte que guarda os documentos ao longo do ano, separa seus rendimentos e despesas e tem tudo organizado consegue fazer a declaração com mais segurança. Isso ajuda a evitar erros e problemas caso a Receita solicite comprovação”, diz.

No caso de empresários e profissionais autônomos, a orientação é manter separação clara entre as finanças da pessoa física e da pessoa jurídica. Misturar essas informações pode gerar incompatibilidades entre a renda declarada e a movimentação financeira.

“Essa separação garante mais transparência e facilita a comprovação da origem dos recursos. Além disso, reduz o risco de o contribuinte cair na malha fiscal por divergência de rendimentos”, destaca.

Outro fator que exige atenção é o avanço da tecnologia utilizada pela Receita Federal. Nos últimos anos, o órgão ampliou o cruzamento automático de dados com base em informações fornecidas por empresas, instituições financeiras e profissionais liberais.

“Hoje muitos recibos e informações já são registrados diretamente nos sistemas da Receita. Se o contribuinte declarar valores diferentes ou deixar de informar algum pagamento ou rendimento, essa divergência é identificada rapidamente”, explica Elisangela.

Diante desse cenário, a recomendação principal é preencher a declaração com base nos documentos oficiais e conferir todas as informações antes do envio.

“Quem paga declara o que pagou e quem recebe declara o que recebeu. Se as informações estiverem corretas e compatíveis entre as duas partes, não há motivo para cair na malha fiscal”, orienta a contadora.

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