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Moradores de bairros localizados nas proximidades da Avenida Sincler Sambatti, região do Contorno Sul, compareceram na Audiência Pública que discutiu a reforma prevista para o trecho e fizeram reivindicações ao projeto. A principal preocupação demonstrada pela população é a possível falta de viadutos e passarelas, o que dificultaria o acesso das pessoas a serviços básicos.
A Audiência foi realizada na última quinta-feira (18), no Auditório Hélio Moreira, anexo ao Paço Municipal. No encontro, representantes da Prefeitura apresentaram detalhes sobre a obra, estimada em mais de R$ 450 milhões e que tem, como objetivo, reduzir acidentes e conflitos de tráfego, melhorar o escoamento da produção e a infraestrutura urbana da região. Com recursos do Governo do Paraná, a previsão é de que um trecho de aproximadamente 11km da Avenida seja duplicada em concreto, com as obras podendo ter início já em 2026.
Moradores, no entanto, cobram melhores condições de acessibilidade. A distância entre os viadutos previstos para acesso aos bairros, em alguns pontos, é superior a 1 quilômetro, segundo o projeto original, e o temor das famílias é que isso dificulte o acesso a serviços como escolas e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), promovendo um isolamento dos bairros do entorno.
Uma das moradores a destacou a falta de uma alça de acesso que contemple a região do Jardim São Clemente. “Eu senti falta de uma passagem, pelo menos, que fosse feita igual vai ser feito no Jardim Espanha. No fundo do (CMEI) Casulo Feliz, para quem conhece o Santa Felicidade, não terá acesso também, então esta população também precisará fazer acesso via marginal ou pela (Avenida) Guerdner. A gente precisa que esses moradores sejam contemplados, pois eles já estão instalados lá, se não eles ficarão ilhados. Quem é morador do Contorno Sul não tem a ilusão de que os caminhões deixarão de trafegar ali”, disse.
Outro ponto que gerou questionamentos no projeto é a necessidade de rebaixamento viário para a passagem de veículos pesados. Um outro morador que acompanhava a audiência, em sua fala, questionou o secretário de Obras Públicas de Maringá, Artur Tunes, sobre a possibilidade de se fazer na Sinclair Sambatti o mesmo que foi feito na Avenida Colombo, que faz parte de um trecho de rodovia federal, mas recebeu ao longo do tempo a infraestrutura necessária para a passagem de pedestres.
“É um contorno ou uma Avenida? Qual é o modal diferente de se aplicar diferente da Avenida Colombo? Era uma rodovia, passou a ser uma Avenida, com cruzamentos e semáforos, todo mundo trafega, tem como o pedestre passar, então por que eu tenho que rebaixar um contorno inteiro para poder melhorar o fluxo de veículos que estão passando ali e não são da cidade?”, questionou.
Com informações de Assessoria de Imprensa





