POLÍTICA

Corrida presidencial tem atos no Sul e decisões da Justiça Eleitoral

Decisões da Justiça Eleitoral marcaram a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (1). Renan Santos, do Missão, teve as restrições à campanha suspensas pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral. Com a decisão, o candidato está novamente autorizado a fazer campanha política. Dois candidatos ao Planalto ainda estão sob restrição do TSE.

Pablo Marçal, do PRTB, segue impedido de fazer campanha desde 20 de agosto, quando a Corte suspendeu totalmente seus atos de campanha, participação em debates e uso do horário eleitoral gratuito, por dúvida sobre a validade do registro de sua candidatura.

Ao contrário de Marçal, Wilton Grassi, do Democrata segue liberado para campanha de rua e material gráfico, ou seja, a restrição vale apenas para propaganda digital, debates de TV, rádio e podcasts, e uso do fundo eleitoral. O comitê do candidato informou que vai recorrer da decisão, classificada como desproporcional. Grassi cumpriu agenda em Brasília, com entrevistas ao site Poder360 e ao portal Metrópoles.

O candidato Ronaldo Caiado, do PSD, em coletiva após visita à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, classificou como excessiva a restrição imposta a Renan Santos pelo TSE.  Ele destacou que, como candidato adversário, não se sente beneficiado pela decisão.

Em Brasília, Lula, do PT, não teve compromissos eleitorais.

Flávio Bolsonaro, do PL, também não cumpriu agenda de campanha.

Augusto Cury, do Avante, cumpriu agenda no Rio Grande do Sul. Passou a manhã em Cachoeirinha, em um café da manhã para o setor empresarial, e seguiu para a cidade de Esteio, onde visitou a Expointer, a maior feira agropecuária da América Latina. No evento, rebateu tentativas de enquadrá-lo como candidato de direita ou de esquerda.

“Não é a terceira via, só uma única via, a via da pacificação, com muita humildade. Nós precisamos terminar essa guerra de egos e levar o Brasil nos trilhos do crescimento”.

À noite, Cury embarcou para Belo Horizonte, onde inaugurou a primeira Casa Cury.

Na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, Hertz Dias, do PSTU, concedeu entrevista para uma rádio comunitária, falou em uma coletiva de imprensa, almoçou com militantes e caminhou pelo centro para duas rodadas de panfletagem — em uma fábrica no Distrito Industrial e na universidade local.

Em Santa Catarina, Romeu Zema, do Novo, abriu o dia na Semana da Pátria de Joinville e seguiu para uma escola referência no Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, onde defendeu ampliar a gestão privada em escolas públicas com remuneração vinculada a resultados.

“O que o Brasil precisa é exatamente isso, uma boa educação. Uma educação que tenha acompanhamento, que tenha valorização do resultado. E como melhorar algo se você não reconhece as boas práticas, os bons resultados? O que nós temos hoje no Brasil é totalmente o contrário disso, querem que todos sejam tratados igualmente e aí você tem um pacto pela mediocridade”.

À tarde, Zema se reuniu com dirigentes da Associação Empresarial de Joinville.

Em São Paulo, Edmilson Costa, do PCB, fez caminhada pelo centro pela manhã, com saída do Teatro Municipal.

Rui Costa Pimenta, do PCO, dividiu o dia entre Brasília e São Paulo: pela manhã reuniu-se com o candidato do seu partido ao governo do DF, fez panfletagem na Universidade de Brasília e gravou entrevista ao portal Metrópole. Depois, seguiu para a capital paulista.

Clariana Barão, do DC, concedeu entrevista ao podcast IronTalks.

Samara Martins, do UP, não teve agenda pública nesta terça-feira.