O mistério sobre o paradeiro do adolescente Erick Rian Duarte dos Santos, de 16 anos, acaba de ganhar um novo desdobramento. A família do jovem desaparecido em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), confirmou que o corpo achado no Rio Iguaçu, no Parque São José, no fim de julho deste ano, não pertence ao jovem. A identidade foi descartada após a conclusão dos exames no Instituto de Criminalística.
Com o resultado negativo do teste de DNA, as investigações voltam à estaca zero e o adolescente continua na lista de pessoas desaparecidas. Erick foi visto pela última vez em fevereiro de 2025, quando saiu de casa sem levar o telefone celular. Agora, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) retoma as frentes de busca para tentar solucionar o caso e entender o que aconteceu com o jovem.
O que diz a família sobre o caso Erick
A defesa da família, representada pelo advogado Leonardo Mestre Negri, destacou que os parentes seguem mobilizados e acompanhando de perto o trabalho policial em busca de respostas. Como a identidade do cadáver encontrado na água foi descartada, os familiares reforçaram o apelo para que a população continue ajudando com pistas que possam levar ao paradeiro do rapaz. Qualquer informação útil pode ser repassada às autoridades de forma anônima.
A própria Polícia Civil já havia adiantado, semanas atrás, que as características iniciais e os primeiros indícios periciais não apontavam para o adolescente, o que acabou sendo confirmado.
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Relembre o desaparecimento do adolescente
O jovem de 16 anos sumiu no dia 21 de fevereiro de 2025. Na época, imagens de câmeras de monitoramento da região registraram o rapaz caminhando sozinho em direção à área do Parque São José. Desde aquele dia, ele não fez mais contato com a família.
O sumiço gerou uma grande comoção e mobilizou as equipes de resgate, que montaram diversas operações na área de mata e no Rio Iguaçu. Os bombeiros e a polícia utilizaram cães farejadores, embarcações e drones nas buscas. Durante os trabalhos iniciais, os investigadores chegaram a localizar uma pegada na tubulação lateral de uma ponte, mas o rastro não foi suficiente para desvendar o mistério.
O corpo encontrado no rio
A apreensão da família aumentou no dia 30 de julho deste ano, quando algumas pessoas encontraram um cadáver nas águas do Rio Iguaçu, dentro do parque. A Polícia Militar do Paraná isolou a área na ocasião e constatou que o corpo estava em estado muito avançado de decomposição, na casa dos 85%.
O tempo na água até era compatível com a data do sumiço de Erick, mas os policiais militares que atenderam a ocorrência já haviam notado que a estrutura física da vítima aparentava ser de um homem adulto, levantando as primeiras dúvidas sobre a identidade.
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