O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, passou a contar com uma nova ferramenta para o gerenciamento do tráfego aéreo. A chamada Área de Vetoração em Subida (AVS) foi implantada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) em 29 de outubro.
A tecnologia amplia a capacidade dos controladores de orientar as aeronaves durante os primeiros momentos da subida, especialmente em situações que exigem respostas rápidas.
Na prática, o controlador passa a ter mais possibilidades para ajustar a trajetória dos aviões ainda em baixa altitude, respeitando limites e critérios de segurança previamente estabelecidos.
A medida é importante para Congonhas porque o aeroporto está em uma região densamente urbanizada e inserida em uma das áreas de maior complexidade do espaço aéreo brasileiro.
Com diferentes trajetórias de aeronaves muito próximas, pequenas alterações podem ser necessárias para evitar conflitos e manter o fluxo organizado.
A AVS também pode ser utilizada em situações de aproximação perdida, quando uma aeronave precisa arremeter e retornar ao circuito de tráfego.
Segundo o DECEA, a ferramenta não elimina os atrasos, mas aumenta as alternativas disponíveis aos controladores para administrar o movimento das aeronaves.
A implantação foi precedida por estudos técnicos, elaboração de cartas aeronáuticas e treinamento dos controladores da Torre de Controle de São Paulo e do Controle de Aproximação de São Paulo.
Congonhas é o terceiro aeroporto brasileiro a receber a AVS. O recurso já havia sido implantado em Brasília, em 2025, e em Viracopos, em Campinas, em setembro deste ano.
A expectativa é que a maior flexibilidade contribua para operações mais eficientes, principalmente em um aeroporto com grande volume de movimentos.
A medida faz parte de um processo mais amplo de modernização do controle do espaço aéreo brasileiro.




