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Neste mês de fevereiro, os olhares de 2 bilhões de muçulmanos no mundo todo estão voltados para a Lua. Assim que o astro iniciar sua nova fase, começará o Ramadã, o nono mês do calendário islâmico e o mais importante para os seguidores de Maomé. Nesse período, jejum alimentar e ações sociais são parceiros da fé.
Com início previsto para o dia 18 de fevereiro, o Ramadã, também conhecido como Ramadão, é o mês em que os muçulmanos acreditam que o Alcorão, o livro sagrado, começou a ser revelado ao profeta Maomé. Durante cerca de 30 dias, os fiéis realizam um jejum alimentar e social do nascer ao pôr do sol.
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Reflexão
Em entrevista ao Maringá Post, o Sheik Victor Souza comentou sobre o significado do Ramadã: “O jejum nos enfraquece muito, mas ao final desse período comemoramos que temos comida em nossa mesa, enquanto outros não”, pontua Victor.
O Sheik, que se converteu ao Islã, aos 18 anos, explica que, do amanhecer ao pôr-do-sol, os muçulmanos se abstêm totalmente de comida, bebida (incluindo água), cigarro e relações sexuais. Dependendo da região, o jejum pode durar entre 12 e 19 horas.
Ao fim do período de abstinência, os fieis retomam a rotina diária de alimentação, começam comendo tâmaras e bebendo água. Depois servem-se uma refeição mais completa.
Dispensados
Crianças, idosos, enfermos e pessoas com saúde frágil ou doenças crônicas são dispensadas de realizar o jejum alimentar. Grávidas, lactantes, mulheres em período menstrual ou pós-parto, estão desobrigadas de seguir as regras.
Entretanto, a participação destas pessoas não é anulada e deve ser “compensada” com ações sociais. Uma delas é a “Fidya”, que consiste em fornecer uma refeição completa a uma pessoa necessitada para cada dia de jejum perdido.
Maringá
Em Maringá, o ponto de referência da comunidade muçulmana é a Mesquita Sheik Mohamed Ben Nasser Al-Aboudi. Localizada no Jardim Guaporé, o local é um marco arquitetônico na região.
Durante o Ramadã, a Mesquita se transforma com o aumento do fluxo de fiéis. O Sheik Victor explica que a comunidade busca realizar o encerramento do jejum diário de forma coletiva ao menos uma vez por semana, fortalecendo os laços entre as famílias muçulmanas que residem na cidade.
O fim do Ramadã é marcado por uma grande festa de quebra de jejum, chamada Eid al-Fitr. A celebração é marcada por alegria e gratidão. Conta com oração, rituais de renovação, e claro, muita comida para marcar o fim do período de jejum, reflexão e caridade.
Desafios
O Sheik ressalta que, os seguidores da segunda maior religião do mundo, ainda são muito afetados em função do preconceito religioso. Ele comenta que na maioria das vezes, a discriminação é fruto da falta de conhecimento sobre a fé muçulmana. Com as mulheres a situação se agrava, por causa das vestes tradicionais. Muitas vezes, ela são vítimas de comentários agressivos e piadas de mal gosto.
O líder recorda ainda, que, a história da mesquita caminha com a própria história da imigração em Maringá. Fundada em 1982 por Saadeddine Ali Wardani, o pioneiro que hoje dá nome à rua do templo. O local se tornou símbolo de resistência cultural e religiosa no interior do Paraná, sendo visitado por fiéis de outras cidades da região.
A Mesquita mantém as portas abertas para a comunidade conhecer o templo e aprender sobre as tradições. As visitas podem ser feitas mediante agendamento prévio. Além disso, às sextas-feiras, às 12h30, ocorrem os sermões, que são os principais momentos de celebração semanal entre os muçulmanos.
Serviço
Onde: Rua Saadeddine Ali Wardani, Zona 7 – Maringá.
Sermões: Todas as sextas-feiras, às 12h30.
Visitas: Agendamento pelos canais oficiais de contato da Mesquita.
Telefone: (44) 3224-5786
Instagram: Mesquita de Maringá (@mesquitamaringa) • Fotos e vídeos do Instagram
O post Comunidade muçulmana se prepara para o mês mais importante do calendário islâmico apareceu primeiro em Maringa Póst – Independente, sempre..
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