A Câmara de Sarandi poderá contar com 13 vereadores a partir de 2029. É que, na noite desta segunda-feira (2), em primeira discussão, os vereadores sarandienses aprovaram um pacote de projetos que altera a estrutura do Legislativo e do Executivo municipal a partir da Legislatura 2029–2032. Entre as principais medidas da chamada Proposta de Emenda à Lei Orgânica estão o aumento no número de vereadores, o reajuste salarial dos parlamentares e a retomada do pagamento de diárias para viagens oficiais.
A proposta de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) amplia a composição da Casa de 10 para 13 vereadores. Além disso, os subsídios dos parlamentares passarão dos atuais R$ 11,1 mil para R$ 16,7 mil, reajuste de cerca de 50%.
O pacote também prevê a criação do 13º salário e a concessão de férias aos vereadores da Câmara de Sarandi. As diárias, extintas desde 2019, voltam a ser pagas para custeio de deslocamentos e despesas externas, conforme projeto de lei.
Houve votos contrários
O projeto que trata dos salários foi aprovado com sete votos favoráveis e três contrários. Já a retomada das diárias recebeu oito votos a favor. Caso aprovadas em segunda discussão, as mudanças entram em vigor a partir de 2029, respeitando o princípio constitucional que impede reajustes dentro da mesma legislatura.
O pacote aprovado pela Câmara de Sarandi também contempla o Executivo municipal. Pelo texto, o salário do prefeito passará de R$ 27,3 mil para R$ 31 mil; o do vice-prefeito, de R$ 13,9 mil para R$ 19 mil; e o dos secretários municipais, de R$ 10,8 mil para R$ 15,9 mil, igualmente com validade a partir de 2029.
Apesar da aprovação majoritária, houve resistência. Os vereadores Aparecido Bianco (PT) e Thay Menegazze (PL) votaram contra todas as matérias centrais do pacote de reajustes e benefícios.
Comparativo regional
Em Maringá, a Câmara Municipal também aprovou aumento de cadeira de vereadores e reajustes salariais a partir da Legislatura iniciada em 2025, medida que igualmente gerou repercussão e críticas de parte da população, sobretudo em relação ao impacto financeiro e à prioridade do gasto público.
Já em Arapongas, o movimento foi inverso. Nove dos 15 vereadores à época, em 2023, retiraram os nomes da proposta que modificaria a Lei Orgânica do Município para ampliar de 15 para 17 o número de cadeiras na Casa.
O recuo ocorreu apenas dois dias após a aprovação do projeto em primeiro turno, quando a matéria havida recebido 13 votos favoráveis e apenas um contrário.





