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A eleição de 2026 produziu uma mudança importante na composição do Congresso Nacional, principalmente no Senado. Das 54 cadeiras colocadas em disputa, duas por estado e pelo Distrito Federal, uma parcela significativa terá novos titulares a partir de fevereiro de 2027. A Câmara também terá uma nova composição, formada pelos 513 deputados eleitos neste domingo.
O principal movimento aparece no Senado. O PL, que iniciou 2026 como a maior bancada da Casa, com 15 senadores, ampliou sua presença na eleição. O partido elegeu nomes em diferentes regiões do país e poderá chegar a uma bancada próxima de 30 senadores, considerando os eleitos e os parlamentares da legenda que já tinham mandato até 2031.
O crescimento do PL fica mais evidente quando comparado com a eleição anterior. Em 2022, quando cada estado escolheu apenas um senador, o partido conquistou oito das 27 cadeiras em disputa. Em 2026, a eleição colocou 54 cadeiras em jogo, e o partido ampliou significativamente o número de eleitos.
O PT, por outro lado, parte de uma bancada de nove senadores no início de 2026. Os resultados conhecidos até agora indicam redução para aproximadamente oito cadeiras na próxima legislatura, embora o número final dependa da consolidação dos resultados.
A diferença entre as duas maiores bancadas ajuda a entender a mudança. O Senado que começa em 2027 terá uma presença maior de partidos identificados com a direita, especialmente o PL, enquanto partidos de esquerda, como PT, PSB e PDT, terão de atuar em uma Casa na qual não formam maioria.
Isso não significa, porém, que o PL terá sozinho o controle do Senado. Para aprovar projetos, ele precisará construir acordos com outras bancadas. Partidos como PSD, MDB, PP, União Brasil e Republicanos continuam tendo participação relevante e podem ser decisivos nas votações.
Na Câmara, a situação é ainda mais complexa. Os 513 deputados são eleitos pelo sistema proporcional, e a composição não pode ser resumida à comparação entre PL e PT. O resultado envolve também PP, União Brasil, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSDB, PSB, PDT, PSOL, Rede, Novo, Avante, Solidariedade, PRD e Missão, além das federações partidárias.
A Câmara atual tem 98 deputados do PL e 82 integrantes da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. PP e União Brasil somam 98 parlamentares, enquanto PSD tem 48 e Republicanos, 42. Esses números servem como referência para medir a mudança provocada pelas urnas.
O resultado de 2026 também mostra que renovação não significa necessariamente mudança ideológica. Um deputado que deixa a Câmara pode ser substituído por outro do mesmo campo político. Da mesma forma, um partido pode perder cadeiras e ainda manter influência por meio de alianças.
Por isso, a pergunta sobre se o novo Congresso será de esquerda ou de direita precisa ser respondida com cautela. O que os números permitem afirmar é que o PL ganhou espaço no Senado e que a direita ampliou sua presença em importantes disputas. Ao mesmo tempo, a existência de grandes bancadas de centro e centro-direita impede que o funcionamento do Congresso seja explicado apenas pela divisão entre dois campos.
Na prática, o tamanho dessas bancadas terá efeito direto sobre a relação entre o próximo presidente da República e o Legislativo. O presidente eleito precisará negociar para aprovar projetos, formar maioria e conduzir votações importantes. A composição do Congresso será, portanto, tão relevante para o próximo governo quanto o resultado da eleição presidencial.
A nova correlação de forças também será decisiva para a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, para a formação das comissões e para a definição da pauta de votações.
No Senado, a mudança já é visível. No Paraná, por exemplo, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos para as duas cadeiras em disputa. Nenhum dos dois ocupava uma cadeira de senador anteriormente.
No Rio de Janeiro, Carlos Portinho foi reeleito e Carlos Jordy, também do PL, conquistou a segunda vaga. No Amapá, Lucas Barreto (PSD) foi reeleito e Rayssa Furlan (Podemos) conquistou a outra cadeira. Os exemplos mostram que a renovação ocorre de maneiras diferentes: há novos nomes, retornos ao Congresso e reeleições.
O Congresso que começa em 2027, portanto, não será definido apenas por quem venceu a eleição presidencial. Será resultado da combinação entre 513 deputados, 81 senadores e as alianças que serão construídas dentro dessas duas Casas.
A eleição mudou a composição do Legislativo. O tamanho exato dessa mudança e a força de cada campo político serão conhecidos com a consolidação final das bancadas. A partir daí, será possível medir com precisão quanto espaço cada grupo terá para aprovar ou barrar projetos.
O post Congresso muda de perfil e PL amplia espaço no Senado apareceu primeiro em Maringá Post.
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