DESTAQUES DO DIA MARINGÁ NOTICIAS GERAIS PARANÁ

Abertas as inscrições do concurso nacional para o Museu da Cidade de Maringá

Abertas as inscrições do concurso nacional para o Museu da Cidade de Maringá

Tempo de leitura: 3 min

O antigo terminal de passageiros do Aeroporto Gastão Vidigal, localizado no Centro Cívico,  será a sede definitiva do Museu da Cidade de Maringá. Para definir o projeto arquitetônico e a implantação de uma nova praça no entorno, a Prefeitura de Maringá — por meio da Secretaria de Cultura e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Ipplam) — lançou um concurso nacional de arquitetura. As inscrições são gratuitas e permanecem abertas até as 23h59 do dia 11 de novembro.

O investimento total previsto no certame é de R$ 1,025 milhão, valor que contempla premiações e a posterior contratação do projeto executivo vencedor. O primeiro colocado receberá R$ 60 mil de prêmio e firmará contrato no valor de R$ 905,9 mil para o desenvolvimento dos projetos complementares, em um prazo de 240 dias corridos. O segundo e o terceiro colocados receberão R$ 40 mil e R$ 20 mil, respectivamente.

Com um terreno total de 16,5 mil metros quadrados, a intervenção ampliará o atual prédio de 1,5 mil m² para aproximadamente 4,8 mil m², além de destinar 10,4 mil m² para áreas abertas, convivência e a criação do pátio de esculturas da Praça do Museu.

A nova estrutura receberá o acervo do Museu de História e Arte Hélenton Borba Cortes, atualmente situado no Teatro Calil Haddad, superando deficiências estruturais históricas de espaço, acessibilidade e reserva técnica. A exposição será dividida em três eixos centrais: Ala Histórica, Ala Artística e Ala Cidade — esta última focada de forma interativa no planejamento e desenvolvimento urbano local.

Preservação e identidade: as diretrizes do Ipplam

De acordo com Tânia Verri, diretora-presidente do Ipplam, a escolha de um monumento histórico como o terminal aeroportuário alinha a preservação do patrimônio físico à salvaguarda da memória coletiva da cidade. “O antigo terminal é uma referência da trajetória de Maringá e das transformações que marcaram seu desenvolvimento. Ao destiná-lo ao Museu da Cidade, damos continuidade à sua presença na vida coletiva, com uma função pública capaz de aproximar diferentes gerações. O próprio edifício passa a participar da experiência de conhecer a história da cidade”, destaca Tânia Verri.

A diretora enfatiza que o edital estabeleceu elementos arquitetônicos inegociáveis para resguardar a identidade original do terminal durante o processo de retrofit e ampliação: “Há diretrizes essenciais. A preservação do terminal e de suas principais características arquitetônicas é uma delas. O edital estabelece a manutenção do pé-direito e do desenho do mezanino do antigo foyer, além da escada helicoidal e dos pilares existentes, observada a avaliação estrutural. As novas intervenções devem permitir que se reconheça o que pertence ao edifício original e o que foi acrescentado”, afirma.

Espaço público e sustentabilidade

Além da área expositiva interna, o projeto prioriza o uso democrático dos espaços abertos e a sustentabilidade a longo prazo do equipamento público. “Projetamos a Praça do Museu como um espaço de uso cotidiano, onde seja possível encontrar pessoas, descansar, apreciar arte e participar de atividades culturais. O programa contempla áreas de convivência, instalações artísticas, pátio de esculturas e apresentações ao ar livre. Isso permite que a experiência cultural comece nos espaços externos e se conecte naturally ao interior do museu”, ressalta Verri.

A executiva aponta ainda a urgência em sanar os problemas logísticos vividos no Teatro Calil Haddad e a responsabilidade ambiental necessária no novo desenho: “O programa prevê reserva técnica, salas de quarentena, triagem e restauro, guarda de acervos temporários e uma doca conectada aos ambientes de apoio. Essa organização deverá permitir que as peças sejam recebidas e movimentadas com segurança. Nosso compromisso é com um equipamento cuja qualidade possa ser sustentada ao longo do tempo. A responsabilidade ambiental e o cuidado com os recursos públicos devem fazer parte da arquitetura desde o primeiro desenho”, conclui Tânia Verri.

Comissão Julgadora e Inscrições

A análise dos trabalhos ficará a cargo de cinco jurados, contando com nomes de projeção nacional na arquitetura brasileira: Alexandre Ruiz da Rosa, Guilherme Teixeira Wisnik e Marina Mange Grinover, além do secretário de Urbanismo e Habitação de Maringá, Matheus Magalhães Barros, e do arquiteto do Ipplam, Gabriel Deller de Aguiar.

Podem se inscrever pessoas jurídicas constituídas no Brasil, representadas por equipes lideradas por arquitetos e urbanistas devidamente habilitados no CAU.

Edital e informações: Acesse aqui

Inscrições: Acesse aqui

O concurso prevê a intervenção em um terreno de 16,5 mil metros quadrados, no Centro Cívico de Maringá

Notícias em tempo real: