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Julgamento pela morte de Eduarda Shigematsu começa em Maringá; Veja o que dizem as defesas do pai e avó

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Mãe de Eduarda esteve presente no fórum | Foto: Eduardo Domingos/CBN Maringá

Depois de oito adiamentos e sete anos de espera, começa nesta quarta-feira, 16, em Maringá, o julgamento pela morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos. O pai da menina, Ricardo Seidi Shigematsu, e a avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, respondem a acusações relacionadas ao caso. O caso aconteceu em Rolândia, a 80 km de Maringá, em 2019.

Na chegada ao fórum, a mãe de Eduarda, Jéssica Pires, estava presente, mas, bastante comovida, preferiu não falar com a imprensa. Ela carregava uma coberta que pertenceu à filha desde o nascimento e que guarda até hoje.

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O advogado de Jéssica, Hugo Esteves, disse que a família espera uma resposta da Justiça depois de tantos adiamentos e endossa que as provas produzidas no processo apontam para o cometimento do crime.

“Passaram-se 7 anos dos fatos, então hoje é o dia que a gente aguarda e espera que os jurados condenem o Ricardo e a Terezinha pelos crimes a eles imputados. […] As provas que já estão produzidas no processo são fartas, inúmeras e muito fortes, e apontam, sem dúvidas, para o cometimento desses crimes. Então o que a gente quer chamar a atenção dos jurados é para as provas que já foram produzidas, e também para as provas que serão produzidas hoje na sessão. Especialmente a oitiva de testemunhas, que também apontará para no sentido de que é necessária a condenação dos dois réus”, disse o advogado à CBN Maringá.

O que dizem as defesas dos acusados

Ricardo Seidi Shigematsu é o principal réu do processo. De acordo com a denúncia, ele é acusado de ter provocado a morte da própria filha por asfixia e, em seguida, ocultado o cadáver no quintal de um imóvel pertencente à família. Ele responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O advogado do réu, Douglas Rocha, sustenta que o acusado encontrou a filha já morta e ocultou o corpo, mas nega ter cometido o homicídio.

“Até o presente momento, o Ricardo confirma a mesma tese inicial, de que ele teria encontrado a Eduarda já sem vida e teria, sim, realizado a ocultação do cadáver. O porquê desse desespero dele será esclarecido hoje também no plenário”, explicou Douglas Rocha.

A defesa também afirma que vai questionar pontos relacionados à causa da morte. Segundo Douglas, o laudo aponta asfixia por esganadura, mas há divergências que serão discutidas no plenário.

“Existe hipóteses que não foram levantadas pelo laudo. O laudo cadavérico foi feito com base em informação da polícia e descartou totalmente a versão que o Ricardo tinha apresentado”, continuou a defesa do réu.

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Eduarda Shigematsu, de 11 anos, foi encontrada morta em 2019 | Foto: Reprodução

A mãe dele e avó da vítima, Terezinha de Jesus, também senta no banco dos réus e responde criminalmente na condição de cúmplice. Ela responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O advogado Mauro Valdivino da Silva afirma que a acusada não teve participação nos crimes e contesta as acusações.

“A principal tese é a negativa geral. Porque, já na primeira fase do Tribunal do Júri, ficou definido que ela foi impronunciada pelo juízo da comarca de Rolândia que ela não teve qualquer participação. Sendo assim, a tese da defesa é aquela mesma que já foi produzida, inclusive, nos autos, que dão conta que realmente ela não teve qualquer participação. Inclusive tem fotos, tem filmagens, tem depoimentos, que levam nessa direção”, contestou Mauro Valdivino da Silva.

A defesa também questiona a acusação de falsidade ideológica relacionada ao registro do boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Eduarda.

A sessão deve ouvir testemunhas e analisar as provas apresentadas pelas partes antes da votação dos jurados. A expectativa é de que o júri tenha duração de mais de um dia.

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