O feminicídio de Isabel Brilhador, de 65 anos, foi “completamente premeditado”, segundo o delegado Luã Mota, responsável pela investigação. O corpo da mulher, que estava desaparecida desde 4 de setembro, foi localizado nesta terça-feira, 15, enterrado no quintal da própria residência, no Jardim Cidade Alta, em Campo Mourão, no Paraná.
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Isabel era procurada havia 11 dias. Desde o início das buscas, a Polícia Civil realizou diligências em diferentes pontos do município, inclusive em áreas de mata, além de utilizar cães de faro na tentativa de encontrar a vítima.
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O corpo acabou sendo localizado na própria casa de Isabel, um local que, segundo os investigadores, inicialmente não era considerado como ponto provável para encontrar a vítima. De acordo com o delegado Luã Mota, o avanço da investigação e o cruzamento das informações reunidas ao longo dos últimos dias levaram os policiais até a residência.
Cães já haviam feito buscas na casa
Na semana passada, cães de faro chegaram a ser utilizados no imóvel, mas não indicaram a presença do corpo. Segundo o delegado, uma das possibilidades é que o tempo decorrido desde a morte tenha dificultado a identificação do cadáver pelos animais. Na ocasião, já haviam se passado cerca de dez dias desde o desaparecimento.
Além disso, conforme Luã Mota, o cão utilizado na operação ainda está no início da atuação nesse tipo de trabalho.
Suspeito está preso
A Polícia Civil já havia prendido temporariamente um homem apontado como suspeito do desaparecimento de Isabel. Segundo a investigação, o homem apresentou versões consideradas incompatíveis com as informações levantadas pelos policiais durante a apuração.
Os investigadores também identificaram movimentações financeiras envolvendo a vítima e o suspeito, incluindo transferências via Pix de valores considerados altos. Com o avanço das diligências, a Polícia Civil representou pela prisão temporária do investigado, medida que foi decretada pelo Poder Judiciário.
Polícia suspeita que Isabel tenha sido morta antes do desaparecimento
Uma das linhas investigativas aponta que Isabel pode ter sido morta antes mesmo do dia em que a família percebeu seu desaparecimento, em 5 de setembro.
De acordo com o delegado Luã Mota, existe a possibilidade de que a morte tenha ocorrido ainda no fim de agosto. A suspeita é de que, nos dias seguintes, o investigado tenha conseguido despistar familiares e retardar a descoberta do crime.
A ausência de sinais de desordem ou de luta corporal dentro da residência também chamou a atenção dos investigadores.
Para a Polícia Civil, essa característica reforça a hipótese de que o feminicídio tenha sido planejado e executado de maneira calculada.
“Completamente premeditado”
Segundo o delegado, a investigação aponta para um crime premeditado. A localização do corpo enterrado no quintal da própria residência também passou a ser analisada dentro dessa linha investigativa. A Polícia Civil ainda busca esclarecer a motivação, a dinâmica e todos os detalhes relacionados à morte de Isabel.
O delegado Nilson Rodrigues destacou o trabalho integrado das forças de segurança durante os 11 dias de buscas. Segundo ele, a Polícia Civil manteve a investigação desde o início e, a partir das informações reunidas durante a apuração, conseguiu chegar ao ponto exato onde Isabel foi morta e enterrada.
Apesar de o desfecho não ser o esperado pela família, o delegado ressaltou que a localização do corpo representa um avanço importante para a investigação. O suspeito permanece preso e, conforme declaração do delegado, é apontado pela Polícia Civil como responsável pelo crime.
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