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Advogado que matou companheira médica em Maringá presta depoimento à delegada da mulher

João Vítor Domingues Romeiro

Tempo de leitura: 2 min

O advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, presta depoimento na manhã desta terça-feira (15) à delegada da mulher de Maringá. João Vitor, que está preso na Cadeia Pública de Maringá, foi encaminhado à sede da 9ª Subdivisão Policial, conduzido por investigadoras da Delegacia da Mulher e acompanhado de seus advogados.

João Vitor é investigado pela morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, no dia 5 de setembro em Maringá. A médica foi encontrada sem vida no apartamento onde morava com diversas perfurações ocasionadas por golpes de faca. O filho do casal, um bebê de oito meses de vida, estava no apartamento. O advogado foi preso momentos depois, em Mandaguari.

O Maringá Post entrou em contato com a defesa de João Vitor. O espaço segue aberto para manifestações.

FAMÍLIA DE MÉDICA VÍTIMA DE FEMINICÍDIO CONTRATA ADVOGADO

A família da médica Gassi Paola constituiu advogado para acompanhar o processo contra o ex-companheiro da vítima. O advogado Marcelo Jacomossi emitiu uma nota à imprensa sobre a atuação no processo. Leia na íntegra.

O escritório do advogado criminalista Marcelo Jacomossi informa que foi constituído pela família da médica Gassi Paola de Souza Mazia, brutal e covardemente assassinada no dia 5 de setembro de 2026, na cidade de Maringá, Estado do Paraná.

Nossa atuação será pautada pela busca da verdade e pelo rigor técnico. O objetivo é que a apuração seja completa, que todas as circunstâncias do fato sejam devidamente esclarecidas e que o autor, já identificado, seja responsabilizado e receba a resposta que a gravidade do crime exige.

A frieza e a crueldade reveladas na execução desses crimes não podem, em hipótese alguma, ser minimizadas. Não houve fatalidade nem tragédia, tampouco acidente, legítima defesa ou qualquer motivo minimamente plausível para tamanha barbárie, mas, inequivocamente, a ocorrência dos crimes de feminicídio qualificado e de abandono de incapaz (a princípio), precedidos e acompanhados de uma postura dissimulada por parte de seu autor, voltada a construir alguma tese defensiva e a minimizar as consequências: uma tentativa de justificar o injustificável, não ficando o autor isento da imputação de outros crimes.

Pedimos à imprensa e à sociedade respeito à dor da família e, sobretudo, à privacidade da criança, hoje sob os cuidados dos familiares maternos. As informações sobre o andamento do caso serão prestadas exclusivamente por este escritório, nos limites do que a lei e a ética profissional permitem.

O CRIME

Gassi Paola foi encontrada morta na noite de sábado (5), dentro do apartamento onde morava, em Maringá. Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, a médica apresentava ao menos quatro perfurações provocadas por faca.

Um bebê de oito meses, filho da médica, estava no imóvel no momento do crime. A criança foi localizada no apartamento e ficou sob os cuidados das autoridades.

João Vítor foi localizado posteriormente em Mandaguari. Ele também apresentava ferimentos provocados por faca e foi encaminhado para atendimento médico sob custódia policial.

O suspeito é advogado e, antes da prisão, trabalhava como assessor jurídico da Prefeitura de Marialva. Após o crime, o município informou o desligamento do servidor e manifestou repúdio ao assassinato.

Gassi Paola atuava como médica e era servidora pública na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi. A prefeitura do município também divulgou uma nota de pesar pela morte da profissional.

O caso é investigado pela Polícia Civil.

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