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Maringá enfrenta o avanço do vício em bets e o drama das famílias

Maringá enfrenta o avanço do vício em bets e o drama das famílias

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O crescimento das apostas esportivas pela internet já é tratado como um problema de saúde pública e chegou à agenda de Maringá. Em 2026, o município passou a contar com uma lei específica para combater o vício em apostas e jogos de azar.

A Lei Municipal nº 12.204/2026 criou o Programa de Combate ao Vício em Apostas e Jogos de Azar, com ações de prevenção, conscientização e orientação às famílias sobre os riscos das apostas esportivas, físicas ou virtuais.

O problema é conhecido como ludopatia ou transtorno do jogo. O Ministério da Saúde explica que ele ocorre quando a pessoa perde o controle sobre o impulso de apostar, mesmo diante de prejuízos financeiros, familiares, profissionais e emocionais.

Em 2026, o governo federal ampliou as ações de saúde mental voltadas aos apostadores. O SUS passou a oferecer atendimento especializado, inclusive por teleatendimento, para pessoas com problemas relacionados às apostas e também para familiares.

O Ministério da Saúde também lançou um guia nacional específico para orientar profissionais sobre a identificação e o cuidado de pessoas afetadas pelo jogo problemático. O documento reconhece que as apostas podem provocar endividamento, conflitos familiares, ansiedade, depressão e isolamento social.

O tamanho do mercado ajuda a explicar a dimensão do desafio. Dados divulgados pelo Ministério da Fazenda em agosto de 2026 indicam cerca de 40 milhões de pessoas ativas nas plataformas autorizadas no país.

Desse total, aproximadamente 10% já estavam impedidos de apostar por diferentes razões. O grupo inclui pessoas que solicitaram autoexclusão, beneficiários de programas sociais impedidos de apostar e cerca de 800 mil pessoas que renegociaram dívidas e foram bloqueadas.

Para quem vive o problema, a aposta deixa de ser diversão. O dinheiro perdido pode levar a empréstimos, uso do limite bancário, venda de bens e conflitos dentro de casa.

Em julho de 2026, o Ministério da Fazenda colocou em funcionamento a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite bloquear de uma só vez o acesso às casas de apostas autorizadas.

Em Maringá, a existência de uma legislação própria mostra que o problema já exige atenção local. Ainda não há, nos dados públicos consultados, um levantamento municipal de 2026 capaz de informar quantos moradores estão em tratamento especificamente por dependência em bets.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas que percebem perda de controle procurem a rede pública de saúde. UBS, CAPS e o atendimento especializado do SUS estão entre as portas de entrada disponíveis.

O desafio para Maringá e região é fazer com que a pessoa procure ajuda antes que a aposta transforme pequenas perdas em dívidas, conflitos familiares e problemas de saúde mental.

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