Neste sábado (22), a Virada Cultural 2026 recebeu diferentes apresentações culturais. A programação do dia se encerrou ao som de Morena Tropicana, de Alceu Valença.
O show do cantor pernambucano fez com que o público maringaense – e pessoas de outras cidades – vibrassem juntas músicas como La Belle de Jour, Anunciação, Coração Bobo, Como Dois Animais e outros sucessos da carreira.
Em uma coletiva de imprensa, Alceu se mostrou alegre e disposto, e conversou com os jornalistas com sinceridade e humor. O tempo era curto, pois o show estava prestes a começar. Ao perguntarem se ele podia autografar alguns discos para dois jornalistas, ele se mostrou disposto. No entanto, quando percebeu que eram cinco e mais um CD, Alceu respirou fundo – mas autografou.
Ao ser questionado se haveria algum gênero musical que ele sente vontade de se aventurar, ele respondeu “Minha filha, eu canto o que eu quiser”, e contou histórias de momento em que gravadoras tentaram impor a Alceu que cantasse “gêneros do momento”, e relata que chegou até a ser boicotado por não seguir o que as gravadoras queriam.
Também falou sobre sua visão sobre inteligência artificial – segundo ele, a máquina junta a memória de gigantes que escreveram e compuseram organicamente. No entanto, afirma que ela nunca vai substituir o talento humano.
Além disso, conversou sobre histórias do passado e planos para o futuro em um bate papo de aproximadamente oito minutos. Alceu respondeu todas as perguntas aos risos e poesia, sem pressa, porque sabia que iria realizar um show completo no centro de Maringá logo mais.

O show
Durante o show, músicas e diálogo com o público se entrelaçavam. O público cantava, dançava e vibrava. Karen Defendi é de Campo Mourão e vive em Maringá desde 2022. Ela afirma que já foi até Curitiba para ver a turnê 80 Girassóis neste ano. Na noite deste sábado, que fez questão de estar bem na frente no show, próximo ao artista, para vibrar todos os sucessos mais uma vez. Segundo ela, a magia de ver o cantor favorito em um show nunca passa.

A Virada Cultural
A Virada Cultural em Maringá agrupa diversas atividades culturais em um fim de semana com música, dança, circo e outras ações artísticas. Para o secretário de Cultura, Tiago Valenciano, a Virada Cultura aproxima a população da produção artística e transforma os espaços públicos em pontos de encontro. “A Virada é uma celebração da cultura em suas diferentes formas. É muito especial ver a cidade ocupada, com pessoas de todas as idades, artistas locais dividindo espaço com grandes nomes da música brasileira e o público tendo acesso gratuito a essa programação”.
Tem mais
A programação se estende neste domingo (23). Logo de manhã, no Parque do Ingá, ocorrem as atividades: A Magia de Cada Um, com Bianca Santana, Do Quintal da Minha Avó, com Alexandre Chaves.
Ainda neste dia, haverá Roda de Choro, com Maraka Trio, às 10h, e Intervenção Circense, com Cirqueridum, às 11h, ambas no Parque do Ingá.
À tarde, as atividades ocorrem na Praça Raposo Tavares, Palco Local. Às 15, haverá a atividade Encantos Lunares, com Andressa Cerqueira. Às 16h, o público poderá vibrar com as Batidas das Ruas na Virada Cultural, com DJ Samu. Às 17h, haverá a apresentação Ainda há cor, com Cia de Dança AMA Jazz.
Por fim, dois shows encerram o evento, no estacionamento ao lado terminal. Às 18h30, se apresenta A Banda Mais Bonita da Cidade. Já às 20h30, quem fecha a programação é Kiko Zambianchi.




