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Candidato preso conseguia apagar ficha criminal de sistema da polícia

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Um relatório anexado ao processo que investigava o candidato a deputado estadual por São Paulo Emerson Dias Rocha (Podemos) por homicídio e tentativa de homicídio aponta que dados criminais do réu eram excluídos ou adulterados do sistema da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp). Emerson é um dos presos da Operação Cátaros, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na última quinta-feira, 20.

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Foto:  Facebook/ Reprodução

Antes de ser detido preventivamente por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta semana, o candidato à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) já possuía extensa ficha criminal, de acordo com as investigações. Um ofício assinado pelo especialista em informática da Polícia Civil Breno Tadeu Rios de Almeida confirmou a ocorrência de manipulação criminosa na rede da Prodesp em, ao menos, quatro registros, todos datados de 1999.

No processo, a Prodesp forneceu um relatório detalhado de acessos registrando a data, a hora e o nome do funcionário cuja credencial foi utilizada para visualizar ou alterar o prontuário de Emerson na época em que os dados sumiram.

No mesmo documento, a empresa de tecnologia informou que todas as informações excluídas ou adulteradas haviam sido recuperadas, com exceção de um inquérito policial que ainda aguardava cópia do Boletim de Identificação Criminal pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), órgão da Polícia Civil responsável por emitir atestados de antecedentes criminais.

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