O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a morte da diarista Geovana Gabriele da Silva Lopes, de 26 anos, foi causada por asfixia mecânica. A conclusão reforça a investigação da Polícia Civil, que trata o caso como feminicídio.
Na tarde de segunda-feira, 29, o ex-marido da vítima, de 36 anos, foi preso preventivamente pelo crime. A informação foi confirmada pelo delegado da Delegacia da Mulher de Paranavaí, Luciano Dias. O suspeito é apontado como o principal investigado pela morte de Geovana, encontrada sem vida no dia 21 de junho, dentro da residência onde morava, no Jardim Ipê, em Paranavaí.
Inicialmente, a cena na residência sugeria um provável suicídio. Inclusive, essa foi a versão apresentada pelo ex-marido. Ele disse a polícia que a mulher teria tirado a própria vida. Uma perícia foi feita na casa e o corpo da mulher encaminhado para exames no IML.
Com a divulgação do laudo, a Polícia Civil confirmou que a jovem morreu por asfixia mecânica por atividade, elemento considerado fundamental para o avanço das investigações e para o pedido de prisão preventiva do investigado.
A prisão foi decretada pela Justiça após representação da Polícia Civil. O homem permanece à disposição do Poder Judiciário, enquanto a investigação continua para a conclusão do inquérito. A defesa do ex-marido não concorda com a prisão e disse que vai recorrer da decisão solicitando a justiça um habeas corpus.
O caso provocou grande comoção em Paranavaí e voltou a acender o alerta para os casos de violência contra a mulher. A Polícia Civil segue reunindo provas e deve encaminhar o inquérito ao Ministério Público após a conclusão das diligências.






