A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (SELURB) foi o órgão da Prefeitura de Maringá com maior número de solicitações registradas na Ouvidoria-Geral em 2025. Ao todo, foram 60.170 demandas recebidas ao longo do ano.
Do total, 51.556 solicitações foram atendidas, enquanto 6.857 permaneciam em andamento no período analisado. O relatório também aponta que 1.757 atendimentos foram realizados fora do prazo.
O documento não detalha quais serviços concentram a maior parte dos pedidos direcionados à secretaria – como coleta de lixo (convencional ou seletiva), coleta de móveis, zeladoria pública, manutenção de galerias ou emergências.
Materiais não recolhidos
Entre os pedidos feitos à secretaria está o de um morador que solicitou, em 11 de junho, o recolhimento de vidro de espelho pela coleta seletiva. Segundo ele, após receber a informação de que o material seria retirado, o atendimento não foi realizado e uma nova manifestação precisou ser aberta na Ouvidoria.
O morador relata que o material permanece em um balde grande em frente à residência e que, durante o período de espera, outros resíduos começaram a ser descartados no local por terceiros.
Maior número de registros
O volume de demandas da SELURB ficou acima de outras áreas da administração municipal. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA), por exemplo, registrou 7.601 solicitações, enquanto a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB) teve 5.627.
A reportagem questionou a Prefeitura sobre os principais tipos de demandas recebidas pela SELURB, o prazo médio de atendimento e os motivos para parte das solicitações permanecerem em andamento. O município informou que o levantamento detalhado será encaminhado posteriormente.
Coleta seletiva não recolhe vidros quebrados
Sobre o caso do morador, a Secretaria informou que a coleta seletiva é destinada exclusivamente ao recolhimento de materiais recicláveis. Vidros de espelhos, especialmente quando quebrados, não são recicláveis e, por esse motivo, não são recolhidos por esse serviço.
Além disso, o município afirmou que materiais perfurocortantes, como vidros estilhaçados, devem ser acondicionados de forma segura, preferencialmente em caixas ou recipientes resistentes e devidamente identificados, para evitar riscos aos trabalhadores da coleta.
A prefeitura explica que, no caso citado, os vidros estavam expostos, fora do recipiente, o que impossibilita o recolhimento por questões de segurança.
Por fim, a nota orienta que, quando acondicionados corretamente, esse tipo de resíduo deve ser destinado à coleta convencional, que realiza o recolhimento conforme o cronograma do bairro.






