A Polícia Civil do Paraná informou nesta quinta-feira, 25 que a mulher que inicialmente registrou um boletim de ocorrência alegando ter sido dopada, abusada sexualmente e roubada após uma corrida por aplicativo mudou sua versão dos fatos durante o andamento das investigações.
O caso é apurado por meio de um inquérito policial instaurado na Delegacia da Mulher de Maringá. No primeiro atendimento, a comunicante relatou que teria perdido a consciência durante uma viagem realizada por aplicativo e, ao despertar, percebeu que estava sem a roupa íntima e que uma quantia em dinheiro havia desaparecido. Diante do relato inicial, surgiram suspeitas envolvendo o motorista responsável pela corrida.
Entretanto, posteriormente, em novo depoimento prestado à Polícia Civil, a mulher corrigiu as informações apresentadas anteriormente. Segundo ela, após deixar o trabalho, esteve em um estabelecimento comercial e, em seguida, utilizou um veículo por aplicativo, afirmando que a viagem transcorreu normalmente, sem qualquer intercorrência.
Ainda de acordo com o novo relato, após desembarcar, ela foi até a residência de uma pessoa com quem mantinha um relacionamento casual e consumiu bebida alcoólica. A mulher afirmou que não se recorda completamente dos acontecimentos posteriores, mas passou a suspeitar do desaparecimento da quantia em dinheiro após deixar o local.
A pessoa mencionada pela comunicante foi identificada e ouvida pela Polícia Civil, negando qualquer participação nos fatos. Outras diligências também foram realizadas como parte da investigação.
Em nota, a Polícia Civil destacou a importância de que as informações prestadas às autoridades sejam verdadeiras e precisas, para permitir a correta apuração dos fatos, evitar prejuízos a pessoas eventualmente mencionadas em registros policiais e possibilitar a eventual responsabilização de quem prestar informações falsas.
Apesar da mudança na versão apresentada pela comunicante, a Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer o desaparecimento da quantia em dinheiro e apurar a alegação de violência sexual, até que todas as circunstâncias do caso sejam devidamente esclarecidas.
As informações são do Plantão Maringá






