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Megaoperação contra grupo criminoso da região ligado ao PCC cumpre 61 mandados no Paraná e mais três estados

Megaoperação contra grupo criminoso da região ligado ao PCC cumpre 61 mandados no Paraná e mais três estados

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A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na manhã desta quarta-feira (24), a terceira fase da Operação Teia Logística, ação de grande porte voltada ao combate de uma organização criminosa vinculada ao tráfico interestadual de drogas e associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação mobiliza aproximadamente 200 policiais civis dos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul, além de equipes da Polícia Militar do Paraná, incluindo unidades especializadas do Canil, que prestam apoio no cumprimento das ordens judiciais.

Estão sendo cumpridos 32 mandados de prisão e 29 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. No Paraná, os mandados são executados nas cidades de Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte, Icaraíma, Cruzeiro do Oeste, Porto São José, Londrina e Pato Bragado.

As investigações tiveram início há cerca de três anos, após uma apreensão realizada pela DENARC de Maringá em conjunto com a Receita Federal, quando aproximadamente 1,1 tonelada de entorpecentes foi localizada em uma transportadora da cidade de Maringá.

A partir da análise do material apreendido e da identificação dos responsáveis pelo carregamento, os investigadores chegaram a um grupo criminoso com atuação na cidade de Loanda-PR. A primeira fase da operação resultou na identificação de cinco integrantes da organização. Posteriormente, a extração e análise dos aparelhos celulares apreendidos permitiram a descoberta de novos envolvidos, culminando na segunda fase da investigação.

Com o aprofundamento das diligências e a análise de novos elementos probatórios, os policiais identificaram uma complexa estrutura criminosa responsável por coordenar a produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira dos recursos oriundos do tráfico de drogas para diversas regiões do país.

Segundo as investigações, a organização mantinha fornecedores e áreas de produção de entorpecentes no Mato Grosso do Sul, responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa. Também foram identificados indivíduos encarregados da preparação de veículos com compartimentos ocultos utilizados para o transporte da droga.

A investigação revelou ainda a participação de pessoas responsáveis pela travessia dos entorpecentes através do Rio Paraná, especialmente na região de Icaraíma, utilizando embarcações para transportar a droga do Mato Grosso do Sul para o Paraná. Após a travessia, os carregamentos eram armazenados em entrepostos localizados principalmente nas cidades de Icaraíma e Loanda, de onde seguiam para diversos estados brasileiros.

Além dos responsáveis pela logística regional, foram identificados integrantes encarregados da distribuição local e da coordenação do envio dos entorpecentes para outras unidades da federação, utilizando caminhões, veículos de passeio e até linhas regulares de ônibus.

As investigações também identificaram um núcleo financeiro responsável pela movimentação e ocultação dos valores provenientes do tráfico de drogas. Entre os alvos da operação estão pessoas suspeitas de integrar o esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa, que disponibilizavam contas bancárias para o trânsito de recursos ilícitos. Segundo apurado, essas contas eram utilizadas tanto para o recebimento de valores oriundos da comercialização de entorpecentes quanto para a realização de pagamentos a fornecedores de drogas e demais integrantes da estrutura criminosa, com o objetivo de dissimular a origem dos recursos e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização e persecução penal.

Além das prisões e buscas, a Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados apontados como integrantes dos núcleos de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro da organização criminosa. A medida tem como objetivo interromper o fluxo financeiro da organização criminosa e impedir a movimentação de valores provenientes das atividades ilícitas.

Também foram bloqueadas contas bancárias de empresas suspeitas de serem utilizadas para a ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas. Segundo as investigações, essas pessoas e empresas desempenhariam papel fundamental na movimentação financeira da organização, viabilizando o recebimento de valores provenientes da comercialização de entorpecentes e o pagamento de fornecedores, contribuindo para a lavagem dos ativos criminosos.

As medidas patrimoniais representam uma importante frente da Operação Teia Logística, uma vez que visam não apenas a responsabilização criminal dos envolvidos, mas também a descapitalização da organização criminosa, retirando sua capacidade financeira de continuar atuando e expandindo suas atividades ilícitas.

As investigações apontam que a estrutura criminosa possuía ramificações em diversos estados. Foram identificados integrantes em São Paulo ligados ao PCC e envolvidos no fornecimento de drogas, alvos no Rio Grande do Norte responsáveis pela redistribuição dos entorpecentes na região Nordeste e fornecedores estabelecidos no Mato Grosso do Sul.

O nome “Teia Logística” faz referência à complexa rede operacional criada pela organização criminosa, que abrangia todas as etapas da cadeia do tráfico de drogas, desde a produção e aquisição dos entorpecentes, passando pelo transporte interestadual, travessias fluviais, armazenamento estratégico e distribuição para diversas regiões do país.

Ao atingir simultaneamente os núcleos de fornecimento, transporte, armazenamento, distribuição e lavagem de dinheiro, a Operação Teia Logística representa um duro golpe contra o crime organizado, comprometendo a capacidade operacional e financeira da organização criminosa investigada e desarticulando uma importante rota de abastecimento e redistribuição de drogas para diversas regiões do Brasil.

Megaoperação contra grupo criminoso da região ligado ao PCC cumpre 61 mandados no Paraná e mais três estados. Foto: PCPR

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