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Amigos e familiares prestam última homenagem a Juninho, dono do Tribo’s Bar

Amigos e familiares prestam última homenagem a Juninho, dono do Tribo’s Bar

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Velório do empresário ocorre neste sábado (20), na Capela do Prever do Cemitério Parque. Cremação está marcada para às 16h.

Amigos e familiares prestam neste sábado (20) sua última homenagem a Antonio Batista de Souza Júnior, o ‘Juninho’. Proprietário do Tribo’s Bar, conhecido point da cena underground maringaense, ele faleceu nessa sexta-feira (19), aos 53 anos.

O velório de Juninho ocorre durante o dia na Capela do Prever do Cemitério Parque, na Vila Vardelina. A cremação e cerimônia de despedida está prevista para às 16h.

O Tribo’s Bar foi inaugurado em maio de 1996, na avenida Cidade de Leiria, na Zona 4 de Maringá. Na época, o espaço era chamado de Ópera Bar e já era frequentado por artistas e pessoas ligadas à cena alternativa.

Desde maio de 2006, o Tribo’s funciona na avenida Cerro Azul, onde consolidou sua trajetória como um dos endereços mais conhecidos da música independente em Maringá. O espaço foi palco de Brujeria, Cólera, Varukers e outros nomes do cenário rock underground. Em 2025, recebeu Luiz Thunderbird e, ainda neste ano, o local promoveu um show de Rogério Skylab.

Juninho estava internado há alguns dias depois de sentir fortes dores, que levaram ao dignóstico de infecção. Nesse período, permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por cirurgia e precisou ser submetido a hemodiálise.

A morte de Juninho gerou manifestações de amigos e artistas que fizeram parte da história do espaço. O músico Stone Ferrari, amigo de infância de Júnior, publicou uma homenagem nas redes sociais.

“Pra sempre @tribosrock. Valeu demais meu irmão mais novo, te amo mano. Você fez mais pela música local que o poder público ou qualquer produtora, gravadora, mídia em geral. Te encontro mais além, bem mais além. Vai na paz TRASHMAN”, escreveu.

O criador do projeto Maringá Histórica, Miguel Fernando, também destacou a importância do Tribo’s para a identidade cultural da cidade. Amigo de Juninho, ele afirma que o proprietário sempre teve como prioridade valorizar a cena underground e apoiar artistas iniciantes.

“Eu me lembro que a gente conversava sobre isso e tal, e uma vez ele falou pra mim: se eu quisesse que o meu bar virasse um espaço pop e que tivesse público, eu mudaria toda essa estrutura aqui, mas nunca tive esse viés ou esse interesse”, relatou Miguel.

Segundo ele, Juninho buscava trabalhar justamente com aquilo que tinha menos espaço na cidade e na sociedade, mantendo o Tribo’s como um ponto de resistência para diferentes manifestações artísticas.

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