Um homem suspeito de ser o motorista que deu apoio ao atirador responsável pelo triplo homicídio registrado em Sarandi se apresentou na manhã desta segunda-feira, 25, à Polícia Civil, acompanhado de um advogado. O suspeito foi ouvido pelos investigadores e liberado após prestar depoimento.

De acordo com as investigações, ele teria conduzido o autor dos disparos até as proximidades do local do crime, ocorrido na noite da última sexta-feira, 22, na Rua das Rosas, no Jardim Novo Centro.
Imagens de câmeras de segurança (veja aqui) mostram uma caminhonete preta deixando o atirador nas imediações do bar onde familiares e amigos participavam de uma confraternização. Na sequência, o motorista segue para outra rua, onde aguardaria a fuga do criminoso. Porém, ao perceber a aproximação de uma viatura da Polícia Militar, ele deixou o local rapidamente.
Ainda conforme a investigação, a caminhonete utilizada na ação está registrada em nome do pai do suspeito.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de vingança no atentado que terminou com três pessoas da mesma família mortas. As vítimas foram identificadas como Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos, Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos, e o adolescente Matheus Souza do Amaral, de 15 anos.
Segundo a Polícia Militar, Jéssica e Rafael eram casados, enquanto Matheus era primo do casal.
Em entrevista ao Portal Victor Hugo, o delegado William Araújo afirmou que as equipes seguem realizando diligências para identificar todos os envolvidos no crime e localizar o autor dos disparos.
“O caso é triste e trágico. Toda a nossa equipe de investigação está empenhada. Estamos realizando oitivas e diligências para esclarecer os fatos e prender o responsável”, afirmou o delegado.
Polícia aponta possível motivação por vingança
De acordo com William Araújo, a dinâmica do atentado indica que o crime pode ter sido motivado por vingança.
“É um crime que possivelmente foi motivado por um sentimento de vingança. Pela dinâmica dos fatos, ele queria atingir não apenas o seu algoz, mas também quem estivesse no local. Infelizmente, pessoas sem relação direta acabaram sendo atingidas”, declarou.
Uma das linhas investigativas aponta que o atentado pode ter ligação com uma desavença envolvendo adolescentes após uma briga registrada em um colégio estadual de Sarandi. A motivação oficial, porém, ainda não foi confirmada.
Churrasco antecedia inauguração do bar
Segundo informações apuradas pelo Plantão Maringá, familiares e amigos participavam de um churrasco para celebrar a aquisição do bar pelo pai do adolescente. A inauguração oficial do estabelecimento aconteceria no sábado, 23.
Testemunhas relataram que, momentos antes do crime, um homem passou em frente ao local observando os frequentadores. Pouco tempo depois, o criminoso retornou armado e abriu fogo contra as vítimas.
Durante o ataque, Jéssica e Rafael tentaram correr para dentro do bar em busca de abrigo. O atirador perseguiu o casal até o interior do imóvel. Antes de ser baleado, Rafael ainda teria gritado: “O que eu fiz?”, enquanto tentava se esconder na cozinha.
Matheus foi atingido na cabeça enquanto estava na calçada. Ele sofreu ferimentos gravíssimos, foi socorrido por equipes do Samu e encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, mas morreu horas depois.
Atirador usava colete balístico e trocou carregador durante triplo homicídio
Conforme a Polícia Militar, o criminoso utilizava colete balístico e estava armado com uma pistola calibre 9 milímetros. Cerca de sete pessoas estavam no local no momento dos disparos, entre elas uma criança.
Testemunhas relataram ainda que o atirador descarregou a arma, trocou o carregador e continuou efetuando diversos disparos contra as vítimas.
Um dos frequentadores conseguiu fugir correndo durante o atentado. O criminoso ainda tentou persegui-lo, mas não conseguiu alcançá-lo.
Suspeito abandonou arma e colete durante fuga
Durante a fuga, o sobrevivente encontrou uma equipe da Polícia Militar que estava nas proximidades e havia ouvido os disparos. Segundo a PM, o atirador correu na mesma direção e, ao perceber a aproximação da viatura, abandonou a pistola e o colete balístico em uma esquina antes de fugir a pé.
A arma utilizada no crime e o colete foram apreendidos pela polícia.
A principal linha investigativa segue apurando se o atentado tem relação com uma briga entre adolescentes registrada anteriormente no Colégio Estadual Antônio Francisco Lisboa. Até o momento, o autor dos disparos continua foragido.
Informações são do Plantão Maringá






