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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (SISMMAR) protocolou um ofício junto à Prefeitura Municipal solicitando a implementação urgente do dispositivo “Botão do Pânico” em unidades de atendimento direto ao público.
A medida visa proteger trabalhadores que, segundo a entidade, enfrentam episódios frequentes de agressões verbais e físicas durante o exercício de suas funções.
O dispositivo, que já é realidade em grande parte das unidades de Educação do município, permite o acionamento imediato do Centro de Controle Integrado (CCI) da Guarda Civil Municipal (GCM) em situações de risco.
O objetivo do sindicato é estender essa tecnologia para áreas consideradas críticas, como a Saúde e a Assistência Social.
Sindicato aponta insegurança para servidores
De acordo com o levantamento apresentado pelo SISMMAR, os profissionais que atuam na “linha de frente” — como em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), UPAs, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e o Hospital Municipal — são os mais expostos. O problema também se estende à Assistência Social, atingindo servidores do CRAS, CREAS e Centro Pop.
O sindicato argumenta que as agressões muitas vezes são reflexo de problemas estruturais nos serviços públicos, onde a insatisfação do usuário acaba sendo direcionada injustamente ao atendente.
“A segurança dos servidores precisa ser prioridade. O botão do pânico é um passo importante e deve vir acompanhado de protocolos claros e avisos nas unidades, deixando evidente que agressões não serão toleradas”, afirma o posicionamento da gestão Somos Todos SISMMAR.
A demanda do sindicato encontra respaldo jurídico na Lei nº 17.649/2025, que já prevê a instalação do dispositivo de segurança nas unidades de saúde de Maringá.
No entanto, a categoria alega que ainda não há um cronograma concreto para a aplicação total da lei, além de defender que o benefício seja estendido aos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Além da instalação do botão, a proposta do SISMMAR inclui integração total com a Guarda Civil Municipal para respostas rápidas, protocolos de segurança específicos para cada setor e campanhas educativas e de conscientização sobre a punição para crimes contra servidores públicos.





