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Quem passa pela praça Juiz Fernando Antônio Vieira, no Jardim América, próxima ao Parque de Exposições, não imagina o palco que a Fiel Maringá monta para o “bando de loucos” vibrar durante os jogos do Corinthians. Um bar, transformado em sede da torcida, atrai milhares de corinthianos.
Os televisores sintonizados nas transmissões dos jogos são o estádio onde esses torcedores manifestam o amor pelo Timão.
História
Nesta quinta-feira (05), a reportagem do Maringá Post esteve na Rua Francisco Bulla 35, ponto de encontro da Fiel Maringá, para conversar com o Victor Hugo, atual presidente do grupo, que contou um pouco da história do movimento na cidade.
O ano era 2005, o Corinthians se sagrava tetracampeão brasileiro com Carlitos Tevez e companhia, quando a torcida maringaense começou a fazer sucesso na cidade. Só sete anos depois, a sede foi inaugurada, no mesmo lugar onde está hoje em dia.
Mais de duas décadas depois da fundação, a Fiel Maringá superou uma pandemia e permanece de pé, diferente de outras torcidas organizadas, afirma Victor Hugo.
O movimento, hoje, conta com 517 associados, número que os credenciam como uma das principais torcidas da região.
A paixão pelo clube vai além das fronteiras. Mesmo distante 700 km da capital paulista, o presidente destaca o contato que eles mantêm com outras torcidas do Corinthians e não esconde a admiração pela Gaviões da Fiel.
Para Victor Hugo, visitar as sedes paulistas, trocar ideias, cantar as mesmas músicas e compartilhar costumes fortalece a união entre os corinthianos maringaenses.
“Corinthians joga, eu vou!”
Outro elo que une esses torcedores é a presença da Fiel Maringá em diferentes estádios. Independentemente do adversário ou competição, se o Corinthians joga, pelo menos um membro da torcida comparece.
Essa é uma das regras do grupo e eles se organizam para cumprir, nem que seja necessário fazer uma vaquinha para que a Fiel Maringá esteja representada.
Na quinta-feira em que a reportagem visitou a sede, Corinthians e Capivariano jogavam pela sexta rodada do Campeonato Paulista. Além da reunião tradicional para assistir o jogo no bar, Victor Hugo disse que um dos associados havia ido a São Paulo, marcar a presença de Maringá na Neo Química Arena.
O tema da conversa entre os torcedores na quinta era, claro, o título da Supercopa sobre o Flamengo, no domingo, dia 01 de fevereiro. O presidente estima que mais de cinco mil corinthianos estavam reunidos na sede, além dos que foram assistir o título em Brasília.


Para o jogo de mais tarde, contra o principal rival, Palmeiras, a Fiel Maringá estará em mais de quarenta integrantes no estádio. Pelo menos uma vez por mês, a torcida organiza uma caravana para apoiar o timão.
“Vamos amassar ‘os caras’. Meu palpite é 3 a 0 Corinthians. O Palmeiras sempre foi nosso freguês” frisa Victor Hugo.
Ideologia
Usar o título de “torcida organizada”, para o presidente, carrega um preconceito. Pensando neste estigma, Victor admite esforços para manter uma ideologia clara de paz e amor ao time.
Quando reunidos, discursa sobre a necessidade de manter as ruas organizadas e limpas após os jogos, evitar o barulho exagerado durante a noite e incentivar a participação dos integrantes nas ações sociais organizadas pela torcida.
No ano passado, eles participaram de campanhas do agasalho, ações de Natal e Dia das Crianças, doação de sangue e de leite. Para o futuro, Victor espera poder contribuir mais, promover feiras de adoção de animais ou unidades móveis de castração.





